Assinale a opção que indica a complicação vascular mais comum no pôs transplante renal.
- A)Trombose da artéria renal.
Errada: a trombose da artéria renal é grave e pode levar à perda do enxerto, mas não é a complicação vascular mais comum.
- B)Trombose da veia renal.
Errada: a trombose da veia renal pode acontecer no pós-operatório, porém é menos frequente que a estenose arterial.
- C)Estenose da artéria renal.
Certa: a estenose da artéria renal é a complicação vascular mais comum após o transplante renal.
- D)Estenose da veia renal.
Errada: estenose de veia renal não é a complicação vascular típica mais frequente no transplante.
- E)Linfocele.
Errada: linfocele é uma complicação linfática, não vascular.
Gabarito: C
No pós-transplante renal, as complicações vasculares existem e merecem atenção porque podem comprometer rapidamente a função do enxerto. Entre elas, a mais comum é a estenose da artéria renal, geralmente na região da anastomose, por processo técnico, fibrose ou lesão endotelial. Na prática, ela costuma aparecer com hipertensão difícil de controlar, sopro no enxerto e piora da função renal. Já as tromboses arteriais ou venosas costumam ser mais dramáticas e menos frequentes. Quando acontecem, tendem a surgir mais cedo e podem levar à perda aguda do transplante, o que faz delas complicações graves, mas não as mais comuns. A veia renal pode trombosar, mas isso é bem menos lembrado como a complicação vascular típica mais frequente. A linfocele também pode ocorrer depois do transplante, mas ela é uma complicação linfática, não vascular. É uma clássica armadilha de prova: a banca mistura complicações pós-operatórias do transplante para ver se você separa o que é vaso do que é linfa. Portanto, o gabarito é a estenose da artéria renal, porque ela é a complicação vascular mais comum no pós-transplante renal. Em termos de doutrina nefrológica e conduta clínica, é a lesão vascular que mais aparece e que mais pede investigação quando há hipertensão nova ou perda de função do enxerto.