O estadiamento linfático preciso da neoplasia pulmonar malígna é de grande importância na determinação da melhor forma de tratamento a ser adotada, além de estabelecer critérios de ressecabilidade e prognóstico. É considerada comprometimento “N1”, a extensão neoplásica que compromete a estação linfática
- A)6.
Errada: a estação 6 é mediastinal e não pertence ao grupo N1.
- B)7 ou subcarinal.
Errada: a estação 7 subcarinal é linfonodo mediastinal, portanto classificada como N2, não N1.
- C)8 ipsilateral.
Errada: a estação 8 ipsilateral é paraesofágica e também é mediastinal, logo não é N1.
- D)9 ou do ligamento pulmonar, ipsilateral.
Errada: a estação 9 do ligamento pulmonar é intratorácica mediastinal, não hilar intrapulmonar de N1.
- E)10 ipsilateral.
Certa: a estação 10 corresponde ao linfonodo hilar ipsilateral, que é classificado como N1.
Gabarito: E
No câncer de pulmão, o estadiamento linfático é essencial porque ele ajuda a definir se o tumor pode ser operado, qual a chance de cura e qual tratamento faz mais sentido. Em termos práticos, quanto mais “subindo” a doença pelos linfonodos, pior costuma ser o prognóstico e mais muda a estratégia terapêutica. Aqui vale lembrar a classificação TNM, usada internacionalmente: N1 corresponde aos linfonodos hilares e intrapulmonares ipsilaterais. A estação 10 é a linfonodal hilar, isto é, fica no hilo pulmonar, do mesmo lado do tumor. Por isso, quando a questão pergunta qual estação caracteriza comprometimento N1, a resposta é essa. Já as estações 2 a 9 são mediastinais e, em regra, entram em N2 ou N3 dependendo do lado e da localização, enquanto as estações 10 a 14 compõem os linfonodos intrapulmonares e hilares, sendo N1. Então, o gabarito está certo porque a estação 10 ipsilateral é exatamente uma estação N1 na classificação TNM do câncer de pulmão. Esse padrão é o adotado nas referências de estadiamento como o sistema TNM da IASLC/UICC, amplamente usado na prática oncológica e cirúrgica. Traduzindo para a linguagem da prova: se o linfonodo é hilar ipsilateral, pense em N1. Se é mediastinal, já muda o jogo e a doença costuma ficar mais avançada do ponto de vista cirúrgico.