Em relação ao uso da prostaglantina em recém-natos críticos, é correto afirmar que
- A)possui efeito vasoconstrictor na musculatura lisa do canal arterial.
Errada, porque a prostaglandina relaxa, e não contrai, a musculatura lisa do canal arterial.
- B)possui efeito vasodilatador na musculatura lisa do canal arterial.
Certa, pois a prostaglandina E1 promove vasodilatação e mantém o canal arterial patente em recém-natos críticos.
- C)hipotermia e vasoconstricção de extremidades são efeitos adversos comuns.
Errada, porque hipotermia e vasoconstrição de extremidades não são os efeitos adversos mais típicos da prostaglandina.
- D)possui ação lenta e consequentemente pouco útil nos casos críticos.
Errada, já que a prostaglandina tem ação útil e rápida, sendo fundamental em situações neonatais urgentes.
- E)pode ser útil para fechamento de canal arterial patente.
Errada, porque seu uso é para manter ou reabrir o canal arterial, e não para fechá-lo.
Gabarito: B
A prostaglandina usada no recém-nato crítico, em geral a prostaglandina E1 (alprostadil), tem a função de manter o canal arterial pérvio. Pense nela como a "ajudante" que impede o fechamento do ducto arterioso quando o bebê depende dessa comunicação para sobreviver até a correção definitiva. Em cardiopatias congênitas ductodependentes, isso pode ser decisivo nas primeiras horas de vida. O efeito principal é relaxar a musculatura lisa do canal arterial, ou seja, causar vasodilatação e impedir sua constrição. Por isso, ela é usada em situações como transposição das grandes artérias, coarctação importante e outras lesões em que a circulação precisa do canal aberto para manter fluxo sistêmico ou pulmonar. A alternativa B está correta exatamente por isso: a prostaglandina promove vasodilatação na musculatura lisa do canal arterial, mantendo-o patente. Já as demais opções confundem o mecanismo ou o objetivo terapêutico. Não há papel de vasoconstrição, nem de fechamento do canal, e o efeito é rápido o bastante para ser útil em casos críticos, não "lento". Como efeito adverso, podem ocorrer apneia, febre, rubor, hipotensão e, em alguns casos, bradicardia. Então, se cair em prova, guarde a lógica simples: prostaglandina no recém-nato crítico é sinônimo de abrir e manter o canal, não de fechar.