Assinale a opção que apresenta uma contraindicação absoluta ao uso de trombolíticos no infarto agudo do miocárdio com supradesnível do segmento ST.
- A)História de úlcera duodenal tratada há 3 meses.
Errada: úlcera duodenal tratada há 3 meses não configura contraindicação absoluta, pois o risco hemorrágico depende da atividade e da gravidade da lesão.
- B)Hemicolectomia há 2 meses.
Errada: hemicolectomia há 2 meses sugere cirurgia prévia recente, mas isso costuma ser contraindicação relativa e depende do contexto clínico e do risco de sangramento.
- C)Menstruação em atividade.
Errada: menstruação em atividade não é contraindicação absoluta ao uso de trombolíticos, embora possa aumentar sangramentos menores.
- D)Pressão arterial >160x90 mmHg.
Errada: pressão arterial acima de 160x90 mmHg não é, por si só, contraindicação absoluta; o problema clássico é hipertensão grave e não controlada, com valores muito mais altos.
- E)Acidente vascular cerebral isquêmico há 2 meses.
Certa: AVC isquêmico recente é contraindicação absoluta à trombólise no IAM com supra de ST pelo alto risco de transformação hemorrágica intracraniana.
Gabarito: E
Nos trombolíticos usados no infarto com supradesnível do ST, a ideia é simples: eles dissolvem o trombo e ajudam a abrir a artéria, mas cobram um preço importante, que é o risco de sangramento. Por isso, a prova adora cobrar as contraindicações absolutas, principalmente as relacionadas a hemorragia intracraniana e lesões recentes do sistema nervoso central. Se o risco de sangrar no cérebro é alto, o trombolítico sai de cena na hora. A alternativa correta é a letra E porque o acidente vascular cerebral isquêmico recente, especialmente dentro dos últimos 3 meses, é contraindicação absoluta para trombólise no infarto agudo do miocárdio. A razão é o risco elevado de transformação hemorrágica da área cerebral acometida, o que pode piorar muito o prognóstico. Em diretrizes de cardiologia, eventos cerebrovasculares recentes entram no grupo das principais contraindicações absolutas. As outras opções não fecham contraindicação absoluta clássica. Situações como cirurgia recente, hipertensão e sangramentos ginecológicos exigem análise de risco, mas nem sempre barram o tratamento de forma absoluta. Em concurso, a banca costuma cobrar exatamente esse detalhe: nem todo fator de sangramento é proibição total, mas AVC isquêmico recente costuma ser o grande sinal vermelho. Resumo de prova: trombólise no STEMI pode ser salva-vida, mas AVC isquêmico recente é um daqueles casos em que o remédio vira mais perigoso do que a doença. Se apareceu isso na alternativa, pense imediatamente em contraindicação absoluta.