O nervo craniano mais suscetível de paralisia na neuropatia diabética é o
- A)I.
Errada: o nervo I não é o mais associado à paralisia em neuropatia diabética.
- B)II.
Errada: o nervo II pode ser afetado em outras doenças, mas não é o clássico da neuropatia diabética.
- C)III.
Certa: o nervo oculomotor (III) é o mais suscetível de paralisia na neuropatia diabética, geralmente por isquemia microvascular.
- D)IV.
Errada: o nervo IV não é a principal escolha clássica nas neuropatias diabéticas cranianas.
- E)V.
Errada: o nervo V não é o mais suscetível de paralisia na neuropatia diabética.
Gabarito: C
Na neuropatia diabética, os nervos cranianos podem ser atingidos, mas há um preferido do diabetes para fazer estrago de forma mais clássica: o nervo oculomotor, isto é, o III. Isso acontece porque ele pode sofrer isquemia dos pequenos vasos que o nutrem, levando a paralisia súbita e, muitas vezes, dolorosa, com ptose e dificuldade de movimentar o olho. O detalhe que costuma cair em prova é que essa paralisia do III nervo frequentemente poupa a pupila, porque as fibras parassimpáticas ficam mais periféricas e tendem a ser menos acometidas na isquemia microvascular. Então, se o enunciado fala em neuropatia diabética e pergunta qual nervo craniano é o mais suscetível, pense no III sem hesitar muito. Os outros nervos da lista não são os campeões dessa associação. O diabetes pode dar neuropatias variadas, mas a banca costuma cobrar esse padrão bem específico: acometimento do III par craniano como a neuropatia craniana mais típica. É aquela pergunta clássica de prova que gosta de testar memória anatômica com um toque de clínica. Resumo de prova: diabetes + paralisia de nervo craniano + olho dolorido = desconfie do III. É o tipo de associação que aparece com frequência em livros-texto de clínica médica e neurologia, e a resposta costuma ser justamente essa.