Em uma campanha de promoção de saúde voltada para a população privada de liberdade, a análise dos resultados dos testes rápidos para pesquisa do vírus da hepatite C, revelou altas taxas de positividade. Seguindo as orientações do Protocolo clínico e diretrizes terapêuticas para hepatite C e coinfecções/ 2019 a conduta adequada frente aos resultados positivos é
- A)repetir os testes rápidos – provável falso positivo.
Errada: repetir o teste rapido nao confirma infeccao ativa e nao e a conduta recomendada quando o resultado ja foi reagente.
- B)referir para tratamento com Interferon e Ribavirina.
Errada: interferon e ribavirina nao sao a conduta padrao atual para confirmar resultado e nem representam a primeira escolha terapeutica do protocolo.
- C)solicitar enzimas hepáticas (ALT, AST, GGT, FAL, Bilirrubina total e frações).
Errada: enzimas hepáticas ajudam na avaliacao de dano hepatico, mas nao confirmam infeccao por HCV.
- D)confirmar a infecção por teste enzimático do tipo ELISA (Enzyme-LinkedImmunosorbentAssay).
Errada: ELISA tambem e exame sorologico e nao confirma infeccao ativa depois de um teste rapido reagente.
- E)confirmar a infecção por teste molecular.
Certa: a confirmacao da infeccao por hepatite C deve ser feita com teste molecular, pesquisando o RNA do virus.
Gabarito: E
Na hepatite C, o teste rápido costuma ser um exame sorológico, isto e, ele detecta anticorpos contra o virus, e nao o virus em si. Por isso, um resultado positivo nao fecha o diagnostico de infeccao ativa. Pode ser apenas contato previo com o HCV, ou ate um resultado inespecifico em algumas situacoes. O Protocolo Clinico e Diretrizes Terapeuticas para Hepatite C e Coinfeccoes, de 2019, orienta que, diante de um teste rapido reagente, o passo seguinte seja confirmar com teste molecular, que pesquisa o RNA do HCV. E esse exame que mostra se o virus esta circulando e se ha infeccao ativa. Em termos simples: o rapido aponta a suspeita, o molecular diz se o virus realmente esta la. Isso e especialmente importante em populacoes como a privada de liberdade, em que a prevalencia pode ser mais alta e o rastreio precisa ser bem conduzido para nao gerar condutas erradas. Se voce para no teste rapido, corre o risco de tratar quem nao tem infeccao ativa ou de deixar de encaminhar corretamente quem precisa de cuidado. Por isso, o gabarito e a alternativa E. A logica do protocolo e confirmar a presenca do virus com metodo molecular, e nao repetir teste rapido, pedir enzimas ou trocar por outro exame sorologico como ELISA. Na pratica do SUS, esse caminho evita erro diagnostico e organiza o inicio do cuidado e do tratamento.