Sobre o Aneurisma de Aorta Toracoabdominal, sabemos que a abordagem cirúrgica é extremamente complexa e a programação da mesma envolve o bom conhecimento dos limites do aneurisma. Portanto, o enquadramento da patologia na Classificação de Crawford faz parte desta investigação, assim como a definição dos diâmetros do aneurisma. Sobre a Classificação de Crawford, as afirmativas a seguir estão corretas, à exceção de uma. Assinale-a.
- A)No tipo I, a lesão envolve a maior parte da aorta descendente e a parte superior da aorta abdominal, até as artérias renais.
Correta, porque o tipo I envolve a maior parte da aorta descendente e a porção superior da aorta abdominal até as artérias renais.
- B)No tipo II, acomete a maior parte da aorta descendente e a abdominal em toda a sua extensão.
Correta, pois o tipo II compromete a aorta descendente e a aorta abdominal em toda a sua extensão.
- C)No tipo III, compromete a aorta torácica descendente desde a origem da artéria subclávia esquerda e a maior parte da aorta abdominal.
Errada, porque descreve um acometimento mais extenso do que o tipo III costuma ter, além de colocar um limite proximal inadequado.
- D)No tipo IV, a doença aneurismática envolve a aorta abdominal, incluindo o segmento das artérias viscerais abdominais e renais, desde o diafragma, prolongando-se até a bifurcação e, eventualmente, acometendo, também, as artérias ilíacas.
Correta, já que o tipo IV restringe-se à aorta abdominal, incluindo ramos viscerais e renais, até a bifurcação, podendo alcançar as ilíacas.
- E)No tipo V, as lesões que acometem a aorta descendente (como o tipo III) estendem-se, entretanto, somente até o nível das artérias renais (como o tipo I).
Correta, pois o tipo V é uma forma mais curta, com extensão da aorta descendente distal até o nível das artérias renais.
Gabarito: C
O aneurisma de aorta toracoabdominal é aquele visitante indesejado que pode pegar desde a aorta torácica descendente até a abdominal, e por isso a cirurgia exige planejamento bem fino. A Classificação de Crawford ajuda justamente a dizer qual trecho foi atingido, porque isso muda a dificuldade técnica e o risco de isquemia de medula, rins e vísceras abdominais. De forma bem prática, o tipo I pega a maior parte da aorta torácica descendente e a porção alta da abdominal, até as artérias renais. O tipo II é o mais extenso: envolve praticamente toda a aorta torácica descendente e toda a abdominal. O tipo III acomete a aorta torácica descendente distal e a maior parte da abdominal. Já o tipo IV fica restrito à aorta abdominal, desde o diafragma até a bifurcação, incluindo ramos viscerais e renais. A alternativa C erra porque atribui ao tipo III um trajeto que começa na origem da artéria subclávia esquerda, o que é mais compatível com comprometimento mais extenso da aorta torácica descendente, típico do tipo I ou até do tipo II, e não do tipo III. Em outras palavras, a classificação depende do limite anatômico do aneurisma, e esse detalhe muda tudo no planejamento cirúrgico. O tipo V, por fim, é o segmento mais curto e pega a aorta torácica descendente distal e o segmento abdominal alto, até as artérias renais. Essa classificação é clássica da cirurgia vascular, usada amplamente na prática e nos livros-texto de referência, como forma de padronizar extensão e risco operatório.