Segundo a classificação de Salta Harris, a fratura triplanar do tornozelo pode ser considerada
- A)tipo IV na radiografia em anteroposterior e tipo II na radiografia em perfil.
Errada, porque inverte o padrao esperado e atribui tipo IV no AP, quando a fratura triplanar costuma se parecer com tipo III nessa incidência.
- B)tipo IV na radiografia em anteroposterior e tipo IV na radiografia em perfil.
Errada, porque o perfil nao costuma mostrar tipo IV nessa lesao; a leitura mais típica é tipo II no perfil.
- C)tipo II na radiografia em anteroposterior e tipo IV na radiografia em perfil.
Errada, porque troca as incidencias e atribui tipo IV ao perfil, o que nao corresponde ao padrao radiografico da fratura triplanar.
- D)tipo II na radiografia em anteroposterior e tipo III na radiografia em perfil.
Errada, porque o AP nao costuma ser tipo II nessa fratura, e o perfil também nao é tipo III no padrão clássico cobrado.
- E)tipo III na radiografia em anteroposterior e tipo II na radiografia em perfil.
Certa, porque a fratura triplanar pode ser vista como tipo III no anteroposterior e tipo II no perfil, que é a associação clássica cobrada.
Gabarito: E
A fratura triplanar do tornozelo é uma lesao tipica da fise distal da tibia em adolescentes, e o nome “triplanar” ja entrega a ideia: ela se distribui em mais de um plano de corte, o que faz a radiografia parecer diferente conforme a incidencia. Em termos práticos, a mesma fratura pode mostrar um padrao em uma vista e outro padrao em outra. Por isso, a classificacao de Salter-Harris pode mudar entre a radiografia em anteroposterior e a em perfil. Na incidencia anteroposterior, a fratura triplanar costuma se comportar como Salter-Harris tipo III, porque ha acometimento da epifise com traço que alcança a articulação. Na incidência lateral/perfil, o traço costuma lembrar Salter-Harris tipo II, pois aparece extensão para a metafise com o clássico fragmento metafisário. Essa leitura combinada é exatamente o que a banca quer cobrar: voce precisa olhar a mesma lesao em dois eixos diferentes. Então, o gabarito E está correto porque associa tipo III na radiografia em anteroposterior e tipo II na radiografia em perfil. Isso reflete o comportamento radiográfico típico da fratura triplanar do tornozelo, especialmente na fise distal da tibia, em que a maturação parcial da fise faz a fratura “se dividir” de modo desigual nas projeções. Como ideia de prova, guarde assim: fratura triplanar nao é um unico desenho fixo na imagem, e sim um quebra-cabeca em duas incidencias. A banca adora esse tipo de pegadinha porque troca os tipos de Salter-Harris entre AP e perfil para ver se voce domina a leitura radiografica, nao apenas a teoria da fratura.