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Medicina · FGV · 2023

Questão comentada de Medicina

JBC, sexo feminino, 35 anos, procura seu consultório muito angustiada porque em exames de rotina solicitados por sua ginecologista foi evidenciado um nódulo hepático de 5,0 cm. Vinha em uso de contraceptivo oral, prontamente suspenso. Está assintomática. Trazia uma ressonância magnética do abdome, que descrevia a lesão como um nódulo homogêneo, lobulado, não capsulado, com acentuado realce na fase arterial, exceto pela cicatriz central, que demonstrava realce da fase tardia. Nesse caso, você conclui, corretamente, que trata-se de

Gabarito: D

A imagem descrita aponta para hiperplasia nodular focal (HNF): lesão homogênea, lobulada, não capsulada, com realce arterial intenso e cicatriz central que realça tardiamente. Esse conjunto é praticamente a "assinatura" clássica da HNF na ressonância. É uma lesão benigna, muito comum em mulheres jovens e, diferente do adenoma hepático, não costuma ter risco relevante de sangramento ou malignização. O ponto-chave da questão é separar HNF de adenoma e hemangioma. O hemangioma costuma ter realce periférico nodular e preenchimento centrípeto progressivo, não essa cicatriz central típica. Já o adenoma hepático tem associação bem mais forte com uso de anticoncepcional oral, e pode sangrar ou, em alguns casos, ter risco de transformação maligna, principalmente em lesões maiores. Na HNF, o uso de contraceptivo oral não tem relação causal bem estabelecida, e geralmente não há indicação de cirurgia quando a paciente está assintomática e o diagnóstico por imagem é típico. Ou seja, a conduta costuma ser conservadora, com acompanhamento quando necessário, sem drama cirúrgico desnecessário. Por isso, o gabarito é a alternativa D. O caso descreve exatamente uma hiperplasia nodular focal e a banca quer que você reconheça a imagem clássica sem cair na armadilha de associar automaticamente nódulo hepático em mulher jovem com anticoncepcional e adenoma.

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