Sobre controle sintomático do paciente em cuidados paliativos e em fase final de vida, quando manejado em ambiente de terapia intensiva, analise as afirmativas a seguir e assinale (V) para a verdadeira e (F) para a falsa. ( ) A utilização do haloperidol, na dose de 1mg por via intravenosa a cada 8 horas, pode ser uma alternativa aos pacientes com vômitos e obstrução intestinal maligna. ( ) Geralmente, para controle de dispneia em pacientes em fase final de vida, é necessária a utilização de morfina em bomba de infusão contínua em doses altas, geralmente acima de 3mg/h. ( ) A utilização de escopolamina reduz as secreções de via aérea e está associada à redução do advento do ronco da morte ou “sororoca”. ( ) Os anti-inflamatórios não hormonais são opções interessantes para controle de dor em pacientes com câncer avançado e presença de metástases ósseas. As afirmativas são, na ordem apresentada, respectivamente,
- A)V – V – V – V.
Errada, porque a segunda afirmativa é falsa: o controle da dispneia terminal não exige, em geral, morfina contínua em doses altas acima de 3 mg/h.
- B)V – F – V – V.
Certa, pois as afirmativas 1, 3 e 4 são verdadeiras, e a 2 é falsa, formando V - F - V - V.
- C)V – F – V – F.
Errada, porque a quarta afirmativa também é verdadeira: anti-inflamatórios não hormonais podem ajudar no controle da dor por metástases ósseas.
- D)F – F – V – F.
Errada, porque a primeira afirmativa é verdadeira: haloperidol em baixa dose pode ser alternativa para vômitos associados à obstrução intestinal maligna.
- E)F – F – F – F.
Errada, porque a primeira, a terceira e a quarta afirmativas são verdadeiras, não sendo todas falsas.
Gabarito: B
Em cuidados paliativos na UTI, o foco é aliviar sofrimento sem “brigar” com o fim da vida. Para náuseas e vômitos por obstrução intestinal maligna, o haloperidol pode ser usado como antiemético, inclusive por via intravenosa, em dose baixa, sendo uma opção prática e muito comum. Já a dispneia terminal não costuma exigir doses altas de morfina em bomba logo de início; em geral, a opioide é titulada de forma proporcional ao sintoma, muitas vezes com doses menores do que as sugeridas na afirmativa, especialmente se o paciente já não está em dor intensa ou não há tolerância prévia.