Paciente com 25 anos apresenta trombose venosa profunda, sendo detectado anticoagulante lúpico em 2 ocasiões. Caso a paciente engravide, a melhor opção terapêutica é
- A)manter warfarin durante toda a gestação.
Errada, porque a warfarina é teratogênica e atravessa a placenta, sendo contraindicada na gestação na maioria dos casos.
- B)trocar para heparina de baixo peso molecular em dose plena.
Certa, pois a gestante com antecedente de TVP e anticoagulante lúpico deve receber heparina de baixo peso molecular em dose terapêutica, por segurança fetal e eficácia materna.
- C)prescrever AAS.
Errada, porque AAS isolado não é tratamento suficiente para prevenção de nova trombose venosa em paciente com síndrome antifosfolípide trombótica.
- D)heparina de baixo peso molecular em dose profilática com AAS.
Errada, porque a dose profilática de HBPM com AAS pode ser usada em cenários de risco obstétrico, mas aqui há antecedente de trombose venosa, o que pede anticoagulação plena.
- E)associar 2 antiagregantes, como AAS e clopidogrel.
Errada, porque dupla antiagregação não é a estratégia para trombose venosa associada à síndrome antifosfolípide, especialmente na gestação.
Gabarito: B
A presença de anticoagulante lúpico em 2 ocasiões, junto com trombose venosa profunda, sugere síndrome antifosfolípide com evento trombótico prévio. Nessa situação, se a paciente engravidar, a anticoagulação precisa ser segura para o feto, porque a warfarina atravessa a placenta e pode causar embriopatia e sangramentos. Por isso, na gestação, a escolha clássica é heparina de baixo peso molecular, que não atravessa a placenta e pode ser ajustada em dose terapêutica quando há antecedente de trombose. O detalhe que costuma cair em prova é este: AAS isolado não trata trombose venosa prévia, e dose profilática seria pouco para quem já tem doença trombótica estabelecida. Em termos práticos, o raciocínio é simples: gravidez + trombofilia adquirida com trombose prévia = anticoagulação com HBPM em dose plena, com acompanhamento obstétrico e hematológico.