Segundo o Guia Alimentar para crianças brasileiras menores de dois anos, do Ministério da Saúde, 2019, um dos 12 passos para uma alimentação saudável é
- A)oferecer alimentos in natura ou minimamente processados, além do leite materno, a partir dos seis meses.
Certa: aos 6 meses, deve-se iniciar a alimentação complementar com alimentos in natura ou minimamente processados, mantendo o leite materno.
- B)amamentar até dois anos ou mais, oferecendo somente o leite materno até quatro meses.
Errada: o aleitamento materno exclusivo é recomendado até 6 meses, não até 4 meses, e a amamentação pode continuar por 2 anos ou mais.
- C)oferecer, excepcionalmente, alimentos ultra processados para a criança.
Errada: alimentos ultraprocessados não são recomendados para crianças menores de 2 anos, nem de forma excepcional como regra do guia.
- D)oferecer água e sucos à criança, em vez de refrigerantes e outras bebidas açucaradas.
Errada: água e sucos não substituem uma alimentação adequada, e sucos e bebidas açucaradas devem ser evitados, especialmente nessa faixa etária.
- E)cozinhar comidas diferentes para a criança e para a família.
Errada: a criança deve comer a mesma comida da família, com adaptações de consistência e preparo, e não receber refeições “à parte” sem necessidade.
Gabarito: A
O Guia Alimentar para crianças brasileiras menores de 2 anos, do Ministério da Saúde (2019), traz 12 passos para uma alimentação saudável e, logo no início da introdução alimentar, orienta que, a partir dos 6 meses, a criança receba alimentos in natura ou minimamente processados, mantendo o leite materno. A ideia é simples: o bebê não precisa de industrializados nem de inventar moda no prato, mas de comida de verdade, adequada à idade e ao desenvolvimento dele. Esse ponto é muito cobrado porque o guia segue a linha do aleitamento materno exclusivo até os 6 meses, com introdução gradual dos alimentos depois disso. Antes dos 6 meses, a recomendação não é oferecer água, suco, chás ou qualquer outro alimento. Depois dos 6 meses, sim, entram os alimentos da família, preparados de forma adequada, sempre preservando a saúde e a segurança da criança. Por isso, a alternativa A está correta: ela reproduz exatamente a orientação do guia, que associa a introdução alimentar, a partir dos 6 meses, com alimentos in natura ou minimamente processados, além do leite materno. Já as demais alternativas trazem erros clássicos, como antecipar a oferta, incentivar ultraprocessados ou separar a comida da criança da comida da família. Em concurso, vale guardar a lógica do documento: comida de verdade, pouca intervenção industrial e nada de atalhos nutricionais mágicos. O guia é bem firme nesse sentido e funciona como referência do Ministério da Saúde para a alimentação adequada nos primeiros 2 anos de vida.