A ampla cobertura vacinal foi fundamental para o controle da pandemia de Covid-19 (Doença por Coronavírus 2019). Apesar dos benefícios inquestionáveis das vacinas, raras complicações já foram descritas. Em relação à miocardite associada à vacinação contra Covid-19, analise as afirmativas a seguir. I. A complicação é mais comum em mulheres idosas. II. A maioria dos casos se manifesta com elevada gravidade clínica, e a disfunção miocárdica frequentemente persiste como sequela. III. Os casos de miocardite foram relatados principalmente após a segunda dose de vacinas de RNA mensageiro. Está correto o que se afirma em
- A)I, II e III.
Errada, porque o quadro é mais frequente em homens jovens, e não em mulheres idosas.
- B)II e III, apenas.
Errada, porque a maioria dos casos tem evolução clínica leve a moderada, sem disfunção miocárdica persistente como regra.
- C)I e III, apenas.
Errada, porque a primeira afirmativa está incorreta: não é um evento predominante em mulheres idosas.
- D)I e II, apenas.
Errada, porque a segunda afirmativa também está incorreta: em geral, a miocardite pós-vacina não cursa com alta gravidade nem deixa sequela frequente.
- E)III, apenas.
Certa, porque os casos foram descritos principalmente após a segunda dose das vacinas de RNA mensageiro.
Gabarito: E
A miocardite associada às vacinas contra a Covid-19 é um evento raro e, quando aparece, costuma chamar mais atenção em homens jovens, especialmente após vacinas de RNA mensageiro. O quadro típico é de dor torácica, elevação de marcadores de necrose e alterações eletrocardiográficas poucos dias depois da vacinação, muitas vezes após a segunda dose. Apesar do susto, a evolução na maioria dos casos é favorável, com boa resposta ao tratamento e pouca ou nenhuma sequela funcional importante.