Sobre a anatomia nasossinusal, assinale a afirmativa incorreta.
- A)A mucosa pituitária contém ramos terminais do nervo olfatório que se comunicam com o bulbo olfatório.
Certa: a mucosa pituitária da região olfatória contém os filetes do nervo olfatório que se conectam ao bulbo olfatório.
- B)A coana é formada pelos ossos esfenoide, vômer e os dois palatinos.
Certa: a coana posterior se relaciona com o esfenoide, o vômer e os ossos palatinos.
- C)O hiato semilunar é o espaço bidimensional entre o processo uncinado e a bolha etmoidal.
Certa: o hiato semilunar é o espaço entre o processo uncinado e a bolha etmoidal, no meato médio.
- D)A célula de Haller é uma célula etmoidal posterior que se encontra projetada para a cavidade esfenoidal.
Errada: a célula de Haller é uma célula etmoidal infraorbitária, relacionada ao assoalho orbitário e ao teto do seio maxilar, não uma célula etmoidal posterior projetada para o seio esfenoidal.
- E)A irrigação do complexo etmoidal é feita pelas artérias etmoidais e ramos nasais da artéria maxilar. A drenagem venosa para o seio cavernoso e as veias faciais e tributárias do plexo pterigoideo.
Certa: o complexo etmoidal é irrigado pelas artérias etmoidais e por ramos nasais da artéria maxilar, com drenagem venosa para o seio cavernoso, veias faciais e plexo pterigoideo.
Gabarito: D
A anatomia nasossinusal costuma cobrar detalhes de parede, meato e drenagem, então vale enxergar o sistema como um mapa com pequenas passagens. A mucosa da cavidade nasal tem a região olfatória, onde os filetes do nervo olfatório fazem a ligação com o bulbo olfatório, o que explica a função do olfato. As coanas são as aberturas posteriores das fossas nasais e têm relação com o esfenoide, o vômer e os palatinos. Já o hiato semilunar é a fenda do meato médio entre o processo uncinado e a bolha etmoidal, ponto importante para a drenagem dos seios paranasais. O erro da questão está na alternativa D: a célula de Haller não é uma célula etmoidal posterior projetada para a cavidade esfenoidal. Ela é uma célula etmoidal infraorbitária, mais associada ao teto do seio maxilar e à região da órbita, podendo estreitar o infundíbulo e atrapalhar a drenagem. Em outras palavras, a banca trocou o endereço da célula, e na anatomia isso derruba a questão. A irrigação do complexo etmoidal envolve as artérias etmoidais, com drenagem venosa para sistemas como o seio cavernoso e veias faciais/plexo pterigoideo, o que reforça a comunicação vascular ampla dessa região. É um tema muito cobrado em rinologia e cirurgia endoscópica, embora aqui a pegadinha seja puramente anatômica.