As novas diretrizes brasileiras de hipertensão arterial/2020 - trouxeram modificações em sua classificação. De acordo com a medição em consultório, para os pacientes maiores de 18 anos, a pré-hipertensão é definida por
- A)pressão sistólica abaixo de 120 mmHg e pressão diastólica abaixo de 84 mmHg.
Errada, porque valores abaixo de 120/84 mmHg não definem pré-hipertensão, mas sim pressão normal.
- B)pressão sistólica abaixo de 120 mmHg e pressão diastólica abaixo de 89 mmHg.
Errada, porque o corte da diastólica está incorreto e a faixa apresentada não corresponde à classificação de pré-hipertensão.
- C)pressão sistólica abaixo de 120 e 129 mmHg e/ou pressão diastólica 80 e 89 mmHg.
Errada, porque essa faixa mistura critérios de outras classificações e não é a definição cobrada nas diretrizes brasileiras de 2020.
- D)pressão sistólica 120 e 129 mmHg e/ou pressão diastólica 85 e 89 mmHg.
Errada, porque a diastólica 85-89 mmHg até aparece na faixa-alvo, mas a sistólica 120-129 mmHg não fecha com a definição de pré-hipertensão cobrada.
- E)pressão sistólica entre 130 e 139 mmHg e/ou diastólica entre 85 e 89 mmHg.
Certa, porque a pré-hipertensão em consultório, nas diretrizes brasileiras de 2020, é definida por PAS 130-139 mmHg e/ou PAD 85-89 mmHg.
Gabarito: E
A classificação da pressão arterial em consultório mudou nas diretrizes brasileiras de 2020, e isso costuma confundir porque os números “andam” um pouco de um documento para outro. Na prática, você precisa decorar o corte que a banca está cobrando: pré-hipertensão, para maiores de 18 anos, ficou na faixa de pressão sistólica entre 130 e 139 mmHg e/ou diastólica entre 85 e 89 mmHg. O ponto-chave é o “e/ou”: basta um dos dois valores cair nessa faixa para enquadrar o paciente nessa categoria. Então, se a sistólica está 132 e a diastólica 82, ou se a sistólica está 126 e a diastólica 88, já há o enquadramento pela classificação do consultório. Esse é justamente o motivo de a alternativa E estar correta. Ela reproduz a faixa usada pela diretriz brasileira de 2020 para pré-hipertensão na medida de consultório, e não as faixas mais antigas ou as categorias de “pressão normal” e “elevada”. Resumo de prova: não confunda pré-hipertensão com pressão normal alta de outras classificações internacionais. Em questões FGV, o detalhe do intervalo numérico costuma ser a casca de banana clássica.