O seguinte método para o diagnóstico laboratorial da malária amplamente adotado no Brasil é, quando executado adequadamente, considerado padrão-ouro pela Organização Mundial da Saúde (OMS):
- A)esfregaço delgado.
Errada: o esfregaço delgado ajuda na identificação da espécie, mas não é o padrão-ouro para diagnóstico inicial da malária.
- B)teste rápido para a detecção de componentes antigênicos de plasmódio.
Errada: os testes rápidos são úteis como apoio, mas não substituem a microscopia como método de referência.
- C)gota espessa.
Certa: a gota espessa, quando bem executada, é considerada pela OMS o padrão-ouro para o diagnóstico microscópico da malária.
- D)PCR (reação em cadeia da polimerase).
Errada: a PCR é muito sensível, mas não é o exame amplamente adotado como padrão-ouro na rotina diagnóstica brasileira.
- E)sorologia.
Errada: a sorologia não é indicada para o diagnóstico da malária aguda, porque detecta resposta imune e não o parasita diretamente.
Gabarito: C
Na malária, o diagnóstico laboratorial clássico e mais cobrado é a microscopia do sangue periférico. Quando a técnica é bem feita, a gota espessa é considerada o padrão-ouro pela OMS, porque aumenta a sensibilidade para detectar parasitas mesmo com baixa parasitemia. Ela também permite confirmar se há plasmódio, além de estimar a densidade parasitária, o que ajuda muito na condução do caso. A lógica é simples: a gota espessa concentra o sangue em uma área menor, então fica mais fácil enxergar o parasita. Já o esfregaço delgado é útil para identificar a espécie e avaliar detalhes morfológicos, mas é menos sensível para detectar infecções com poucos parasitas. Em prova, isso costuma vir como uma troca maldosa entre sensibilidade e identificação da espécie. Por isso, o gabarito é a letra C. A OMS reconhece a gota espessa, quando executada adequadamente, como o método de referência para diagnóstico microscópico da malária. É aquele caso em que a técnica bem feita vale ouro, literalmente para a banca e para o diagnóstico. Os testes rápidos podem ajudar em locais com pouca estrutura, PCR é mais sensível e útil em situações específicas, mas não é o padrão-ouro amplamente adotado no Brasil. Sorologia também não é o exame de escolha para diagnóstico da fase aguda.