Segundo a GOLD, assinale a opção que indica o exame que avalia o risco de exacerbações respiratórios e a necessidade do uso de corticoide inalatório no paciente com DPOC.
- A)Dosagem de PCR (proteína c reativa) sérica.
Errada, porque a PCR sérica pode refletir inflamação sistêmica, mas não é o exame usado pela GOLD para orientar corticoide inalatório na DPOC.
- B)Procalcitonina sérica.
Errada, porque a procalcitonina ajuda mais na avaliação de infecção bacteriana e uso de antibiótico, não na decisão sobre corticoide inalatório.
- C)Glicemia.
Errada, porque a glicemia não avalia risco de exacerbação nem orienta o uso de corticoide inalatório na DPOC.
- D)Hemograma completo.
Certa, porque o hemograma completo permite avaliar a contagem de eosinófilos, biomarcador usado pela GOLD para estimar risco de exacerbações e benefício com corticoide inalatório.
- E)Ureia sérica.
Errada, porque a ureia sérica não tem relação com a decisão de usar corticoide inalatório na DPOC.
Gabarito: D
Na DPOC, a GOLD orienta que a decisão sobre o uso de corticoide inalatório não depende de um exame qualquer de inflamação, mas principalmente da contagem de eosinófilos no sangue periférico, que costuma vir no hemograma completo. Quanto maior a eosinofilia, maior a chance de beneficio com corticoide inalatório, especialmente em pacientes com exacerbações recorrentes. Em outras palavras: o hemograma ajuda a enxergar esse detalhe que muda conduta, enquanto outros exames da lista são mais "coadjuvantes" do que protagonistas. A lógica é simples: o paciente com DPOC que exacerba muito pode precisar de escalonamento terapêutico, e a GOLD usa biomarcadores para refinar essa decisão. A contagem de eosinófilos séricos/periféricos é o marcador mais associado à probabilidade de resposta ao corticoide inalatório, não sendo a PCR, a procalcitonina, a glicemia ou a ureia os exames indicados para esse fim. Por isso, o gabarito é a letra D. O hemograma completo é o exame que permite avaliar a eosinofilia, dado usado pela GOLD para estimar risco de exacerbações e orientar o uso de corticoide inalatório na DPOC. É aquele caso em que um exame simples, quase "básico", carrega uma informação decisiva.