Paciente de 62 anos, ex-tabagista, apresenta dispneia aos pequenos esforços e tosse crônica com expectoração. Não há histórico de exacerbações no último ano. Em relação à mais recente classificação GOLD (Global Iniciative for Chronic Obstructive Lung Disease) para avaliação de sintomas e exacerbações, o paciente seria classificado como
- A)GOLD A.
Errada, porque GOLD A é para poucos sintomas e baixa história de exacerbações, o que não combina com dispneia aos pequenos esforços.
- B)GOLD B.
Certa, porque o paciente tem sintomas relevantes, mas não teve exacerbações no último ano, enquadrando-se no grupo B da classificação GOLD atual.
- C)GOLD C.
Errada, porque a classificação atual não usa mais esse agrupamento para esse perfil clínico, e o paciente não tem o padrão correspondente.
- D)GOLD D.
Errada, porque também pertence à lógica antiga de estratificação e não corresponde ao quadro descrito, sem exacerbações no último ano.
- E)GOLD E.
Errada, porque o grupo E é reservado para pacientes com exacerbações, especialmente recorrentes ou mais graves, o que não foi informado.
Gabarito: B
Na classificação GOLD mais recente para DPOC, o foco saiu daquela divisão clássica em A, B, C e D e passou a considerar principalmente dois eixos: sintomas e risco de exacerbação. Em resumo, se o paciente tem muitos sintomas, mas não apresenta exacerbações no último ano, ele entra no grupo B. Se tivesse poucas queixas, seria grupo A; se tivesse exacerbações recorrentes, entraria no grupo E. Neste caso, o paciente tem dispneia aos pequenos esforços e tosse crônica com expectoração, o que aponta para carga sintomática importante. Ao mesmo tempo, o enunciado deixa claro que não houve exacerbações no último ano. Essa combinação é exatamente a de paciente sintomático sem exacerbação recente, isto é, GOLD B. Vale lembrar que a classificação GOLD atual usa a história de exacerbações para definir o grupo E quando há maior risco, e não mais os antigos grupos C e D da versão clássica. Então, se a banca tentar te puxar para a classificação antiga, respire fundo e volte ao critério novo: sintomas + exacerbações. Aqui, sintomas presentes e sem exacerbação = B. Na prática, a ideia é simples: o paciente está incomodado no dia a dia, mas não tem o perfil de recorrência grave no último ano. Por isso, o gabarito B está correto.