Um escolar é admitido com nível de consciência alterado em uma unidade de pronto-atendimento. O escore, na escala de Glasgow, que demanda manuseio agressivo é qualquer escore
- A)maior ou igual a 7.
Errada, porque Glasgow maior ou igual a 7 não é o ponto clássico de conduta agressiva e ainda deixa de fora pacientes com 8, que são os mais preocupantes.
- B)maior ou igual a 6.
Errada, porque maior ou igual a 6 mistura pacientes graves e não graves e não corresponde ao corte usado para indicar manuseio agressivo.
- C)menor ou igual a 8.
Certa, porque Glasgow menor ou igual a 8 é o ponto de corte clássico para manejo agressivo na urgência.
- D)menor ou igual a 15.
Errada, porque menor ou igual a 15 inclui qualquer paciente com Glasgow normal ou quase normal, o que seria exagero completo.
- E)menor ou igual a 10.
Errada, porque menor ou igual a 10 é um corte amplo demais e não é o limiar tradicional de intervenção agressiva.
Gabarito: C
A Escala de Glasgow serve para estimar o nível de consciência e, na prática, ajuda a decidir a urgência do manejo em pacientes com rebaixamento neurológico. Ela vai de 3 a 15: quanto menor a pontuação, pior o estado neurológico. Na emergência, um escore baixo acende o alerta para proteção de via aérea, avaliação neurológica seriada e busca imediata da causa do coma ou da rebaixamento de consciência. O ponto-chave aqui é que um Glasgow igual ou menor que 8 costuma exigir manuseio agressivo, porque o paciente pode perder os reflexos protetores e precisar de intervenção rápida, inclusive via aérea avançada. Em outras palavras: com 8 ou menos, não dá para "observar com carinho" e esperar melhorar sozinho. Isso aparece muito em prova porque a banca gosta de cobrar a regra clássica do trauma e da emergência: Glasgow baixo = maior gravidade = conduta mais ativa. É um corte consagrado na prática clínica e nos protocolos de atendimento ao paciente neurológico agudo. Por isso, o gabarito é a alternativa C. O escore menor ou igual a 8 é o limiar tradicional que demanda abordagem agressiva, justamente pelo risco de falência de proteção das vias aéreas e deterioração neurológica.