Indivíduo adulto do sexo masculino procura serviço de pronto atendimento com cefaleia, dores pelo corpo e síndrome febril. O médico que o atende suspeita de dengue, mas não identifica a presença de sinal de alarme, entretanto, sua prova do laço é positiva. A conduta recomendada pelo Ministério da Saúde para esse paciente é:
- A)hidratação oral e acompanhamento ambulatorial;
Errada, porque hidratação oral e acompanhamento ambulatorial simples é conduta para casos mais leves, sem prova do laço positiva nem necessidade de observação imediata.
- B)alta para residência com prescrição de antitérmico;
Errada, porque apenas antitérmico e alta direta nao é suficiente quando há prova do laço positiva, que exige classificação mais cuidadosa e observação.
- C)hidratação parenteral e acompanhamento em leito de terapia intensiva;
Errada, porque UTI é reservada para dengue grave, com choque, sangramento importante ou disfunção orgânica, o que nao foi descrito.
- D)hidratação parenteral e acompanhamento em leito de internação por 48 horas;
Errada, porque internação em leito por 48 horas nao é a conduta padrão apenas pela prova do laço positiva, na ausência de sinais de alarme ou gravidade.
- E)hidratação oral e acompanhamento em observação até resultado dos demais exames.
Certa, porque a prova do laço positiva indica necessidade de observação e hidratação oral, com aguardo dos exames e reavaliação clínica.
Gabarito: E
Na dengue, o grande truque é separar o paciente sem sinais de alarme daquele que já merece um cuidado mais de perto. A prova do laço positiva conta como sinal de fragilidade capilar e entra como manifestação hemorrágica, mesmo quando o paciente ainda nao tem aqueles sinais clássicos de gravidade, como dor abdominal intensa, vômitos persistentes, sangramento importante ou queda de pressão. Pelo Ministério da Saúde, esse quadro costuma cair no grupo B: paciente sem sinais de alarme, mas com prova do laço positiva ou sangramento espontâneo leve. Nessa situação, a conduta nao é mandar embora de qualquer jeito nem internar em UTI, e sim manter em observação, hidratar por via oral se ele consegue ingerir líquidos e acompanhar a evolução enquanto se aguarda a avaliação dos demais exames. Por isso a alternativa E é a correta: hidratação oral e observação até o resultado dos exames complementares. A lógica é simples, mas muito cobrada em prova: a presença de prova do laço positiva muda a categoria de risco e exige vigilância mais próxima, porque o paciente pode piorar nas próximas horas, mesmo sem sinais de alarme no momento da triagem. Em resumo, dengue sem alarme nao significa alta automática. Se a prova do laço vier positiva, a orientação oficial é observar e hidratar, porque em dengue o paciente pode parecer estável de manhã e virar outra história à tarde. O Ministério da Saúde usa esse raciocínio para evitar tanto a alta precoce quanto a internação desnecessária.