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Medicina · FGV · 2022

Questão comentada de Medicina

Indivíduo adulto do sexo masculino procura serviço de pronto atendimento com cefaleia, dores pelo corpo e síndrome febril. O médico que o atende suspeita de dengue, mas não identifica a presença de sinal de alarme, entretanto, sua prova do laço é positiva. A conduta recomendada pelo Ministério da Saúde para esse paciente é:

Gabarito: E

Na dengue, o grande truque é separar o paciente sem sinais de alarme daquele que já merece um cuidado mais de perto. A prova do laço positiva conta como sinal de fragilidade capilar e entra como manifestação hemorrágica, mesmo quando o paciente ainda nao tem aqueles sinais clássicos de gravidade, como dor abdominal intensa, vômitos persistentes, sangramento importante ou queda de pressão. Pelo Ministério da Saúde, esse quadro costuma cair no grupo B: paciente sem sinais de alarme, mas com prova do laço positiva ou sangramento espontâneo leve. Nessa situação, a conduta nao é mandar embora de qualquer jeito nem internar em UTI, e sim manter em observação, hidratar por via oral se ele consegue ingerir líquidos e acompanhar a evolução enquanto se aguarda a avaliação dos demais exames. Por isso a alternativa E é a correta: hidratação oral e observação até o resultado dos exames complementares. A lógica é simples, mas muito cobrada em prova: a presença de prova do laço positiva muda a categoria de risco e exige vigilância mais próxima, porque o paciente pode piorar nas próximas horas, mesmo sem sinais de alarme no momento da triagem. Em resumo, dengue sem alarme nao significa alta automática. Se a prova do laço vier positiva, a orientação oficial é observar e hidratar, porque em dengue o paciente pode parecer estável de manhã e virar outra história à tarde. O Ministério da Saúde usa esse raciocínio para evitar tanto a alta precoce quanto a internação desnecessária.

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