O pré-diabetes é uma condição com elevado risco de desenvolver diabetes mellitus tipo 2 (DM2). Cerca de _____ dos pacientes progridem para DM2, _____ permanecem como estão e _____ revertem para normalidade, em um período observacional de 3 a 5 anos. O risco de progressão para DM2 parece ser levemente _____ em pacientes com intolerância à glicose do que com glicemia de jejum alterada. Assinale a opção que completa corretamente as lacunas do fragmento acima.
- A)25% – 50% – 25% – maior.
Correta: reproduz a distribuição típica de progressão, estabilidade e reversão no pré-diabetes, além de indicar que o risco é maior na intolerância à glicose.
- B)50% – 25% – 25% – menor.
Errada: inverte os percentuais de progressão e estabilidade, além de contrariar a comparação final sobre o risco relativo.
- C)10% – 60% – 30% – menor.
Errada: subestima muito a progressão para DM2 e exagera a permanência estável, o que não condiz com os dados usuais.
- D)60% – 10% – 30% – maior.
Errada: coloca progressão muito alta e estabilidade muito baixa, além de trocar a relação entre os dois subtipos de pré-diabetes.
- E)10% – 70% – 20% – menor.
Errada: também erra a distribuição geral dos desfechos e mantém a comparação final no sentido inadequado.
Gabarito: A
O pré-diabetes funciona como uma zona de alerta: a pessoa ainda não tem diabetes mellitus tipo 2, mas já apresenta risco aumentado de evoluir para a doença. Em acompanhamentos de 3 a 5 anos, a evolução costuma ser distribuída de forma relativamente equilibrada entre progressão, manutenção do quadro e retorno à normalidade, o que é exatamente o tipo de dado que a banca gosta de cobrar em forma de porcentagem. A ideia central é esta: cerca de 25% progridem para DM2, cerca de 50% permanecem com pré-diabetes e cerca de 25% regridem para valores normais. Ou seja, não é uma sentença inevitável, mas também não é algo para tratar com descaso, porque a chance de evoluir existe e é relevante. Outro detalhe clássico é que o risco de progressão para DM2 parece ser levemente maior na intolerância à glicose do que na glicemia de jejum alterada. Isso acontece porque a intolerância à glicose, em geral, reflete uma alteração metabólica mais próxima do diabetes estabelecido, especialmente na resposta pós-prandial. Por isso, o gabarito A está correto: 25% - 50% - 25% - maior. A FGV costuma cobrar esse tipo de estimativa como dado epidemiológico de memorização, então vale guardar a lógica geral: um quarto piora, metade fica igual e um quarto melhora.