Em relação ao antígeno prostático específico (PSA), assinale a afirmativa correta.
- A)O exame de PSA tem a finalidade de medir, no sangue, o PSA, que é uma proteína presente na corrente sanguínea e no sêmen.
Correta: o PSA é uma proteína relacionada à próstata, detectada no sangue e presente também no sêmen.
- B)O exame de PSA tem a finalidade de medir, no sangue, o PSA, que é uma proteína presente exclusivamente na corrente sanguínea.
Errada: o PSA não é exclusivo da corrente sanguínea, pois também está presente no sêmen.
- C)O exame de PSA tem a finalidade de avaliar o tamanho e o volume do tumor, em pacientes maiores de 45 anos.
Errada: o PSA não tem a finalidade de medir tamanho e volume tumoral, e sua interpretação não depende apenas da idade.
- D)O exame de PSA tem a finalidade de avaliar o tamanho e o volume do tumor, em pacientes com história familiar de câncer de próstata.
Errada: história familiar aumenta risco e pode influenciar rastreio, mas o PSA não serve para medir tamanho e volume do tumor.
- E)Níveis alterados de PSA indicam alterações na próstata de natureza maligna e não se alteram na prostatite aguda infecciosa.
Errada: o PSA pode se alterar em condições benignas e inflamatórias, como prostatite aguda infecciosa.
Gabarito: A
O PSA, antígeno prostático específico, é uma proteína produzida pela próstata e que pode ser detectada no sangue e no sêmen. Na prática, o exame mede sua concentração no sangue e ajuda na avaliação de doenças prostáticas, mas não fecha diagnóstico sozinho, porque PSA alterado pode aparecer em várias situações, como hiperplasia benigna, prostatite e até após manipulação da próstata. Ou seja, o exame é útil, mas não é um “detector de câncer” infalível - ele pede interpretação clínica junto com idade, sintomas e exame físico. A banca foi bem objetiva: a ideia central é que o PSA está presente na corrente sanguínea e também no sêmen, e o exame justamente dosa essa proteína no sangue. Isso torna a alternativa A correta. Já as demais alternativas tentam confundir você com informações exageradas ou falsas, como dizer que o PSA é exclusivo do sangue, que mede tamanho do tumor ou que não se altera na prostatite. Na prática clínica e na doutrina médica, o PSA é um marcador orgão-específico, e não câncer-específico. Isso significa que ele se relaciona à próstata, mas não distingue sozinho doença benigna de maligna. Por isso, a interpretação sempre depende do contexto clínico e de exames complementares.