Inflamação e corrimento uretral caracterizam clinicamente as uretrites. Os agentes microbianos envolvidos podem ser transmitidos por relação sexual vaginal, anal e oral. Os germes mais frequentemente envolvidos são
- A)adenovírus e Candida sp.
Errada, porque adenovírus e Candida sp. não são os principais agentes bacterianos clássicos das uretrites sexualmente transmissíveis.
- B)Treponema pallidum e Neisseria gonorrhoeae.
Errada, pois Treponema pallidum causa sífilis, não uretrite típica, e Neisseria gonorrhoeae sozinha não completa o par mais cobrado.
- C)Ureaplasma urealyticum e Trichomonas vaginalis.
Errada, porque Ureaplasma e Trichomonas podem estar associados a uretrite, mas não são os germes mais frequentemente cobrados como principais.
- D)Neisseria gonorrhoeae e Clamydia trachomatis.
Certa, porque Neisseria gonorrhoeae e Chlamydia trachomatis são os agentes mais frequentes das uretrites de transmissão sexual.
- E)Trichomonas vaginalis e Papiloma vírus humano (HPV).
Errada, pois Trichomonas vaginalis e HPV não representam o par mais comum de uretrite nas questões clássicas de urologia.
Gabarito: D
Uretrite é a inflamação da uretra e costuma aparecer com ardor ao urinar e corrimento uretral, geralmente após exposição sexual. Na prática de prova, os agentes mais cobrados são os que mais frequentemente causam uretrite infecciosa de transmissão sexual: Neisseria gonorrhoeae, no quadro gonocócico, e Chlamydia trachomatis, no quadro não gonocócico. É aquele clássico dueto que a banca adora repetir, porque responde pela maior parte dos casos. A Neisseria gonorrhoeae costuma causar quadro mais exuberante, com corrimento purulento e sintomas intensos, enquanto a Chlamydia trachomatis frequentemente produz quadro mais discreto ou até assintomático, mas ainda assim relevante. Em muitos pacientes, as duas podem coexistir, então na abordagem clínica e no tratamento empírico isso também entra no radar. Por isso, o gabarito é a alternativa D: ela traz os dois germes mais frequentemente envolvidos nas uretrites sexualmente transmissíveis. As outras opções misturam agentes que podem causar outras infecções urogenitais ou ISTs, mas não são os principais causadores de uretrite em provas e na prática clínica. Doutrinariamente, isso é compatível com a abordagem clássica das uretrites infecciosas descrita em diretrizes de ISTs, que destacam gonococo e clamídia como os principais agentes.