A pericardite tuberculosa, usualmente, se instala a partir de linfonodos subcarinais por
- A)drenagem linfática ou por via hematogênica.
Errada, porque drenagem linfática ou via hematogênica não descrevem a forma usual cobrada de extensão a partir dos linfonodos subcarinais para o pericárdio.
- B)invasão direta ou por drenagem linfática.
Certa, porque a pericardite tuberculosa pode se instalar por invasão direta ou por drenagem linfática a partir de linfonodos subcarinais.
- C)via endobrônquica ou por invasão direta.
Errada, porque via endobrônquica não é a rota clássica de acometimento do pericárdio a partir de linfonodos subcarinais.
- D)via hematogênica ou via endobrônquica.
Errada, porque a via hematogênica e a via endobrônquica não são a combinação usual de propagação descrita nesse contexto.
- E)invasão direta ou por via hematogência.
Errada, porque apesar de invasão direta fazer sentido, a via hematogênica não é a principal associação cobrada para esse mecanismo.
Gabarito: B
A pericardite tuberculosa costuma surgir por contiguidade a partir de focos tuberculosos do mediastino, especialmente dos linfonodos subcarinais. Na prática, a TB não fica “presa” em um lugar só: ela pode se espalhar por várias rotas, mas aqui a ideia clássica é a passagem do processo infeccioso para o pericárdio a partir de linfonodos vizinhos. Os linfonodos subcarinais ficam perto da bifurcação da traqueia e de estruturas mediastinais próximas ao coração. Quando estão acometidos pela tuberculose, a infecção pode avançar por invasão direta, atravessando tecidos adjacentes, ou por drenagem linfática, levando o processo inflamatório até o pericárdio. Por isso, o gabarito é a letra B. A questão quer a via usual de instalação da pericardite tuberculosa a partir desses linfonodos, e essa relação anatomopatológica é justamente a de invasão direta ou drenagem linfática. As outras rotas citadas nas alternativas até existem em disseminação da TB em geral, mas não são a associação clássica cobrada aqui. Em resumo: pense em foco mediastinal, linfonodo subcarinal e propagação para o pericárdio por continuidade ou linfa. É aquela pergunta que mistura anatomia e fisiopatologia, mas a lógica é bem reta quando você enxerga o caminho da infecção.