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Medicina · FGV · 2022

Questão comentada de Medicina

Em um adolescente que apresente um acidente vascular cerebral precedido por episódios de migranea com auras prolongadas e ataque isquêmico transitório, não podemos deixar de considerar como diagnóstico diferencial, ainda que rara, a condição ligada à mutação no gene NOTCH 3, que é conhecida como

Gabarito: C

Quando voce encontra um adolescente com AVC, AIT e história de migranea com aura prolongada, vale acender a luz amarela para causas genéticas e não só para os fatores vasculares clássicos. Um diagnóstico diferencial importante é a CADASIL, uma doença hereditária de pequenos vasos ligada à mutação do gene NOTCH3, que costuma aparecer com enxaqueca com aura, eventos isquêmicos repetidos e, ao longo do tempo, alterações de substância branca no cérebro. O nome da doença já entrega boa parte da pista: trata-se da arteriopatia cerebral autossômica dominante com infartos subcorticais e leucoencefalopatia. Em provas, a banca gosta de juntar a tríade "migranea com aura + AIT/AVC + jovem" para testar se voce lembra dessa entidade. O ponto-chave é a mutação no NOTCH3, e não uma doença mitocondrial. As alternativas com MELAS, MERRF, Kearns-Sayre e Doença de Fukuhara são síndromes mitocondriais, que podem até cursar com sintomas neurológicos e eventos parecidos com AVC, mas não são a condição clássica associada ao NOTCH3. Então, entre as opções, a única que bate exatamente com a descrição é a CADASIL. Em prova de concurso, a lógica é simples: adolescente com quadro vascular neurológico recorrente e enxaqueca com aura não é para pensar só em aterosclerose precoce; é para lembrar das causas hereditárias. Aqui, o gabarito C está correto porque nomeia justamente a doença ligada ao NOTCH3.

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