Paciente feminino de 18 anos com IMC normal é atendida por seu médico da atenção primária com queixas de polidipsia e poliúria. A glicemia capilar colhida ao acaso durante a consulta apresentou 288mg/dl. O teste que poderá indicar que essa paciente é portadora de diabetes mellitus tipo 1 clássico é:
- A)fator antinuclear;
Errada, porque o fator antinuclear é um marcador inespecífico de autoimunidade e não é exame típico para diabetes mellitus tipo 1.
- B)anticorpo anti-GAD;
Certa, porque o anticorpo anti-GAD é um autoanticorpo associado ao diabetes mellitus tipo 1 autoimune e ajuda a sugerir o diagnóstico.
- C)hemoglobina glicada;
Errada, porque a hemoglobina glicada mostra o grau de controle glicêmico e ajuda no diagnóstico de diabetes, mas não define o tipo.
- D)anticorpo antimicrossomal;
Errada, porque o anticorpo antimicrossomal se relaciona principalmente com doenças autoimunes da tireoide, não com DM1.
- E)teste de tolerância à glicose oral.
Errada, porque o teste de tolerância à glicose oral avalia alteração glicêmica, mas não identifica a etiologia autoimune do diabetes.
Gabarito: B
Em uma pessoa jovem, magra e com sintomas clássicos de hiperglicemia, você deve pensar primeiro em diabetes mellitus tipo 1. Polidipsia, poliúria e glicemia casual de 288 mg/dl já apontam forte suspeita de diabetes, mas a pergunta quer o exame que ajuda a sugerir o tipo autoimune clássico da doença. No diabetes tipo 1, o problema é a destruição autoimune das células beta do pâncreas. Por isso, o corpo costuma apresentar autoanticorpos, principalmente o anti-GAD, que é um dos marcadores mais usados na prática para apoiar esse diagnóstico. Ele não fecha o diagnóstico sozinho, mas ajuda bastante a dizer: "isso aqui tem cara de DM1". Já a hemoglobina glicada serve para avaliar o controle glicêmico e confirmar diabetes em alguns cenários, mas não diz se é tipo 1 ou tipo 2. O teste de tolerância à glicose também avalia glicemia, não a origem autoimune. E anticorpos como fator antinuclear ou antimicrossomal aparecem em outras doenças autoimunes, não como marcador típico de DM1. Em resumo: paciente jovem, magra, sintomática e com hiperglicemia importante levanta a hipótese de DM1, e o anti-GAD é um dos exames que podem indicar esse quadro clássico autoimune. É a pista de laboratório que a banca quer que você enxergue sem drama.