A coreia de Sydenham é associada à
- A)doença de Wilson.
Errada: a doença de Wilson pode causar distúrbios do movimento, mas a coreia de Sydenham não é sua associação clássica.
- B)doença de Huntington.
Errada: a doença de Huntington causa coreia hereditária, porém não tem relação com a coreia de Sydenham.
- C)febre reumática.
Certa: a coreia de Sydenham é manifestação neurológica clássica da febre reumática.
- D)doença de Charcot.
Errada: a doença de Charcot não é a causa esperada para esse quadro de coreia em criança ou adolescente.
- E)coreia familiar benigna.
Errada: a coreia familiar benigna é um diagnóstico genético distinto, sem relação com a coreia de Sydenham.
Gabarito: C
A coreia de Sydenham é o nome clássico de um quadro neurológico que aparece como complicação tardia da febre reumática, geralmente depois de infecção por estreptococo beta-hemolítico do grupo A. Ela cursa com movimentos involuntários, rápidos e descoordenados, além de alterações de humor e dificuldade motora, especialmente em crianças e adolescentes. Pense nela como uma “dança” que surge depois da bagunça imunológica da febre reumática: o corpo reage ao estreptococo e, por reação cruzada, acaba afetando estruturas do sistema nervoso central. Por isso, a associação clássica cobrada em prova é com febre reumática, e não com doenças genéticas degenerativas ou hepáticas. O gabarito C está correto porque a coreia de Sydenham é um dos critérios maiores da febre reumática, junto com cardite, poliartrite, eritema marginado e nódulos subcutâneos. Na prática, ela pode até aparecer isoladamente e levantar a suspeita do diagnóstico, principalmente em criança com história recente de faringite estreptocócica. Se a banca quiser te confundir, ela vai misturar coreia com doenças que também dão movimentos involuntários, mas a origem aqui é pós-infecciosa autoimune. Ou seja: não é herança familiar, não é depósito de cobre e não é neurodegeneração clássica. É a velha e conhecida febre reumática dando um show motor.