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Medicina · FGV · 2022

Questão comentada de Medicina

Paciente masculino de 58 anos, portador de diabetes mellitus tipo 2 e hipertensão arterial, realizou alguns exames laboratoriais para consulta com seu médico. Sua pressão arterial era 150/90mmHg e os exames apresentaram: - glicemia (jejum) = 142mg/dl; - Na = 140mmol/l; - K = 5,3mmol/l; - ureia = 36mg/dl; - creatinina = 1,1mg/dl; - microalbuminúria = 250mg/24h. Sobre esse último achado, é correto afirmar que:

Gabarito: C

A microalbuminúria é um marcador bem importante de lesão renal inicial, especialmente em quem tem diabetes e hipertensão. Ela mostra que pequenas quantidades de albumina estão escapando pela urina, antes mesmo de a creatinina subir ou de aparecer insuficiência renal franca. Ou seja, o rim ainda pode estar com “cara de normal” nos exames mais clássicos, mas o filtro glomerular já está começando a falhar. Na prática, microalbuminúria entre 30 e 300 mg/24h sugere aumento da permeabilidade do glomérulo à albumina. O valor de 250 mg/24h entra exatamente nessa faixa, então não é normal e também não é macroalbuminúria, que costuma ser acima de 300 mg/24h. Em diabéticos, isso é um sinal precoce de nefropatia diabética e de maior risco cardiovascular. Por isso o gabarito C está correto: o achado aponta que a barreira de filtração glomerular ficou mais “vazadinha”, permitindo a passagem de albumina. É uma alteração fisiopatológica típica de doença renal inicial, mesmo com ureia e creatinina ainda preservadas. Resumo de prova: se a questão trouxer microalbuminúria em paciente diabético, pense em lesão glomerular inicial, não em síndrome nefrótica e muito menos em exame normal. O rim costuma avisar antes de gritar.

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