Paciente de 80 anos, apresenta quadro clínico de febre, tosse seca e dispneia há 3 dias, após contato com parente com diagnóstico de Covid-19. Teste de RT-PCR em swab nasofaríngeo confirma diagnóstico de Covid-19. Em relação às alterações características na tomografia de tórax de paciente com Covid-19, assinale a opção que apresenta o(s) achado(s) radiológico(s) mais comum(ns).
- A)Derrame pleural bilateral.
Errada, porque derrame pleural bilateral não é o achado mais comum da Covid-19 e, quando presente, costuma sugerir outra hipótese ou gravidade/complicação.
- B)Linfadenomegalia mediastinal e consolidação pulmonar.
Errada, porque linfadenomegalia mediastinal e consolidação pulmonar não são os achados típicos mais frequentes da Covid-19 na TC.
- C)Opacidades focais de distribuição bilateral e periférica em vidro fosco.
Certa, porque o padrão mais comum na tomografia da Covid-19 é de opacidades bilaterais, periféricas, em vidro fosco.
- D)Opacidades cavitadas multifocais.
Errada, porque lesões cavitadas multifocais não são o padrão habitual da Covid-19 e sugerem outros diagnósticos, como infecções específicas ou necrose pulmonar.
- E)Alterações císticas e pneumotórax.
Errada, porque alterações císticas e pneumotórax podem ocorrer como complicações, mas não representam o achado tomográfico mais comum da Covid-19.
Gabarito: C
Na Covid-19, a tomografia de tórax costuma mostrar um padrão bem característico, especialmente nos casos mais comuns: opacidades em vidro fosco, geralmente bilaterais e com distribuição periférica, muitas vezes nas bases pulmonares. Em linguagem simples, é como se o pulmão ficasse com áreas “embaçadas” nos dois lados, em vez de uma pneumonia lobar clássica bem localizada. Esse achado aparece porque o vírus inflama principalmente o interstício e os alvéolos de forma difusa, produzindo esse aspecto de vidro fosco. Com a evolução do quadro, podem surgir áreas de consolidação, mas não é isso que costuma aparecer como achado mais frequente no início. Em idosos, o quadro clínico pode ser mais grave, mas a imagem típica continua sendo a mesma. Por isso, a alternativa C é a correta: opacidades focais de distribuição bilateral e periférica em vidro fosco. Essa é a descrição radiológica mais associada à Covid-19 nas provas e na prática. As demais opções trazem achados mais sugestivos de outras doenças ou de complicações incomuns da infecção. Em resumo: pensou em Covid-19 na tomografia, pense primeiro em vidro fosco bilateral e periférico. É a cara clássica da doença nas imagens, quase um “cartão de visita” do exame.