Os pacientes com gota devem ser orientados quanto a importância da dieta no controle metabólico. Sendo o ácido úrico um produto do metabolismo das purinas. Assinale a opção que indica o alimento que pode ser consumido por pacientes com gota, sem hesitações.
- A)Leite e derivados lácteos.
Correta: leite e derivados lácteos têm baixo teor de purinas e são os alimentos mais liberados na dieta do paciente com gota.
- B)Carne de carneiro e vitela.
Errada: carne de carneiro e vitela são carnes vermelhas, com maior teor de purinas e consumo que deve ser limitado.
- C)Bacon e fígado.
Errada: bacon e fígado, especialmente fígado, são ricos em purinas e pioram o controle do ácido úrico.
- D)Camarão e caranguejo.
Errada: camarão e caranguejo são frutos do mar associados a maior teor de purinas e maior risco de crises.
- E)Lagosta e mexilhão.
Errada: lagosta e mexilhão também são frutos do mar com purinas relevantes, não sendo a melhor escolha na gota.
Gabarito: A
A gota acontece quando há excesso de ácido úrico no sangue, com depósito de cristais nas articulações e crises de dor intensa, vermelhidão e inchaço. Como o ácido úrico vem do metabolismo das purinas, a orientação alimentar costuma mirar justamente os alimentos mais ricos nesse componente: vísceras, carnes vermelhas em excesso, alguns frutos do mar e bebidas alcoólicas, especialmente cerveja. Nessa lógica, a alternativa correta é a que traz leite e derivados lácteos. Esses alimentos têm baixo teor de purinas e, na prática, são os mais tranquilos para quem tem gota. Alguns estudos e diretrizes clínicas ainda associam laticínios, sobretudo os desnatados, a menor risco de crises, o que torna a lembrança bem útil na prova e na vida real. Já carnes de carneiro, vitela, bacon, fígado, camarão, caranguejo, lagosta e mexilhão entram no grupo que pede moderação ou restrição, porque podem aumentar a carga de purinas e favorecer a hiperuricemia. Em resumo: se a ideia é não hesitar no prato, leite e derivados lácteos passam com folga no teste da gota. Como referência doutrinária prática, o manejo da gota inclui educação alimentar e controle de fatores de risco, junto com medidas clínicas quando indicadas. O raciocínio da banca costuma ser bem direto: identificar o alimento de baixo teor de purinas e afastar os campeões de erro.