A encefalopatia posterior reversível pode ocorrer, também, em crianças. Apresenta-se com crises epilépticas, cefaleia, alteração do nível de consciência que varia de sonolência leve até torpor ou coma e distúrbios visuais. Em geral, o aspecto típico na ressonância magnética do crânio destes pacientes é o de lesões que predominam na(s) região(ões)
- A)occipital de ambos os hemisférios, com hiperintensidade nas sequências ponderadas em T1.
Errada: o padrão típico não é só occipital, e a alteração de sinal não é hiperintensidade em T1, mas sim em T2 e FLAIR.
- B)parietal anterior, com hiperintensidade nas sequências ponderadas em T2 e FLAIR.
Errada: o acometimento não é predominante em parietal anterior, e o aspecto de imagem esperado é em T2/FLAIR, não outro padrão.
- C)temporal, com hiperintensidade nas sequências ponderadas em T2 e FLAIR.
Errada: temporal não é a topografia clássica da PRES, que costuma poupar essa região ou não ter nela o predomínio.
- D)temporal, com hipointensidade nas sequências ponderadas em T2 e FLAIR.
Errada: além de a topografia temporal não ser a típica, a lesão na PRES geralmente é hiperintensa, não hipointensa, em T2 e FLAIR.
- E)parieto-occipital de ambos os hemisférios, com hiperintensidade nas sequências ponderadas em T2 e FLAIR.
Certa: a PRES costuma mostrar edema vasogênico bilateral nas regiões parieto-occipitais, com hiperintensidade em T2 e FLAIR.
Gabarito: E
A encefalopatia posterior reversível (PRES) é uma síndrome neurológica aguda/subaguda, muito associada a hipertensão, eclâmpsia, insuficiência renal, uso de imunossupressores e outras situações de disfunção endotelial. Ela costuma dar cefaleia, crises epilépticas, alteração do nível de consciência e queixas visuais, como visão turva ou até cegueira cortical. O nome já entrega a pista: o acometimento típico predomina nas regiões posteriores do cérebro, principalmente nos lobos parietais e occipitais, em geral de forma bilateral. Na ressonância, o padrão clássico é de hiperintensidade em T2 e FLAIR, refletindo edema vasogênico. Por isso, o gabarito é a letra E: lesões parieto-occipitais de ambos os hemisférios, com hiperintensidade em T2 e FLAIR.