A exposição a poeiras respiráveis de sílica livre, além de silicose, gera aumento do risco para:
- A)mesotelioma de pleura;
Errada, porque mesotelioma de pleura é classicamente associado à exposição ao asbesto, não à sílica livre.
- B)distúrbio obstrutivo crônico de pulmão;
Errada, porque distúrbio obstrutivo crônico de pulmão não é a associação clássica cobrada para sílica livre.
- C)pneumonite química;
Errada, porque pneumonite química costuma estar ligada a inalação de substâncias irritantes ou tóxicas específicas, e não à sílica.
- D)carcinoma broncogênico;
Certa, porque a exposição à sílica livre respirável aumenta o risco de carcinoma broncogênico, além da silicose.
- E)asma ocupacional.
Errada, porque asma ocupacional tem relação com sensibilizantes laborais, e não é a associação típica da sílica livre.
Gabarito: D
A sílica livre respirável é um clássico das pneumoconioses e aparece muito em mineração, jateamento de areia, corte de pedra e algumas atividades da construção civil. O problema não é só a silicose: a exposição prolongada também aumenta o risco de outras doenças respiratórias, porque a poeira lesa o pulmão de forma crônica e inflamatória. O ponto mais cobrado em prova é lembrar que a sílica está associada a maior risco de câncer de pulmão, especialmente o carcinoma broncogênico. Então, quando o enunciado fala em poeira de sílica livre e pergunta outra doença além da silicose, pense em neoplasia pulmonar como associação clássica. Não confunda com asbestose: o asbesto é que se liga fortemente ao mesotelioma de pleura. Já a sílica não é a campeã do mesotelioma. Também não é uma causa típica de asma ocupacional ou de pneumonite química, que costumam ter outros agentes e mecanismos. Em resumo: sílica livre respirável lembra silicose e, como associação importante em concurso, câncer de pulmão. A FGV gosta de trocar o agente pela doença parecida para ver se você escorrega no detalhe.