Podem estar sujeitos à exposição por tricloroetileno os trabalhadores da indústria de transformação de tecidos para limpar algodão, lã, e outros tecidos; em operações de limpeza a seco; fabricantes de adesivos, lubrificantes, tintas, vernizes, descascadores de tinta, agrotóxicos e limpadores de metais frios. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), a exposição crônica a este solvente clorado não inflamável, volátil, incolor e de odor levemente adocicado pode causar:
- A)hepatite tóxica, câncer de pele, de fígado e de pulmão;
Errada, porque hepatite tóxica pode ocorrer com vários solventes, mas câncer de pele e pulmão não são o conjunto clássico atribuído ao tricloroetileno.
- B)arritmias cardíacas, câncer de estômago, efeitos colinérgicos no sistema nervoso central;
Errada, pois arritmias e efeitos colinérgicos não são a assinatura desse solvente, e câncer de estômago também não é o principal destaque.
- C)tremores, sialorreia, fraqueza, cansaço respiratório, taquicardia, sudorese e hipertensão arterial;
Errada, porque tremores, sialorreia, taquicardia e hipertensão lembram intoxicações por outros tóxicos, não a exposição crônica ao tricloroetileno.
- D)paralisias periféricas, câncer de fígado, efeitos colinérgicos no sistema nervoso central;
Errada, já que paralisias periféricas e efeitos colinérgicos no SNC apontam para outros agentes, embora câncer de fígado possa aparecer em outros contextos.
- E)esclerodermia (doença sistêmica autoimune); problemas reprodutivos; câncer de rim, fígado, linfoma não Hodgkin e mieloma.
Certa, porque o INCA relaciona a exposição crônica ao tricloroetileno com esclerodermia, problemas reprodutivos e câncer de rim, fígado, linfoma não Hodgkin e mieloma.
Gabarito: E
O tricloroetileno é um solvente clorado usado em desengraxe, limpeza industrial e alguns processos de fabricação. O ponto principal para prova é lembrar que a exposição crônica não está ligada só a irritação aguda ou tontura, mas também a efeitos sistêmicos importantes, principalmente sobre fígado, rins e sistema imunológico. Em outras palavras: não é um solvente "inofensivo com cheirinho doce" - ele pode trazer dano sério com o tempo. Segundo o INCA, a exposição prolongada ao tricloroetileno pode estar associada a esclerodermia, problemas reprodutivos e aumento do risco de câncer de rim, fígado, linfoma não Hodgkin e mieloma. É exatamente esse conjunto que torna a alternativa E correta. Em prova, quando aparecer esse solvente, pense em toxicidade crônica + neoplasias específicas + doença autoimune. A lógica da banca costuma seguir classificações de agências e órgãos de saúde ocupacional: o tricloroetileno é um solvente com reconhecimento de risco carcinogênico e efeitos sistêmicos crônicos. Então, se a alternativa mistura essas complicações clássicas, ela está bem alinhada com o que o INCA descreve. O restante das opções traz quadros que lembram outros agentes tóxicos, mas não esse solvente.