O defeito é a coisa mais fantástica para a identificação humana. A maneira pela qual um osso cicatriza após quebrar é única, assim como a sua localização. (Adaptado de https://jornaldebrasilia.com.br/brasilia/ossadas-humanas-saosinonimos-de-misterio-e-o-caminho-para-esclarecer-crimes/) Um eventual indicativo de uma fratura no fêmur, onde o osso está se recompondo, é:
- A)o calo ósseo, uma elevação resultante do processo de regeneração;
Certa: o calo ósseo é a formação típica da consolidação de fraturas, aparecendo como uma elevação na região em reparo.
- B)a sutura, uma formação temporária de epitélio;
Errada: sutura é uma junção fibrosa entre ossos, não uma formação temporária de epitélio.
- C)o calo ósseo, uma depressão no osso resultante da perda de cálcio na região;
Errada: calo ósseo não é depressão nem resultado de perda de cálcio, mas sim uma neoformação reparadora.
- D)a sutura, uma formação temporária de osteócitos;
Errada: sutura não envolve osteócitos, e sim tecido conjuntivo fibroso entre ossos cranianos.
- E)a presença permanente de tecido cartilaginoso no lugar do ósseo.
Errada: a fratura não deixa permanentemente cartilagem no lugar do osso; o processo normal é de ossificação e remodelação.
Gabarito: A
Quando um osso fratura, o corpo não faz mágica de filme, mas chega bem perto: ele organiza uma sequência de reparo para “colar” o osso de novo. Primeiro vem a fase inflamatória, depois forma-se um tecido de reparação e, por fim, ocorre a remodelação, quando o osso vai ganhando forma e resistência. Nesse processo, um sinal clássico é o calo ósseo, que é como uma ponte provisória construída pelo organismo para estabilizar a fratura. No caso do fêmur, que é um osso longo e sofre bastante carga, esse calo pode ser visto como uma elevação na região da fratura. Ele não é a fratura em si, mas a resposta do corpo para consolidá-la. Com o tempo, esse calo vai sendo remodelado e substituído por osso mais maduro, até ficar com aspecto mais próximo do normal. Por isso, o gabarito é a letra A: calo ósseo, uma elevação resultante do processo de regeneração. As demais alternativas misturam conceitos de anatomia e histologia que não correspondem à cicatrização óssea. Em ortopedia, o raciocínio correto é lembrar que fratura em reparo costuma formar calo, e não sutura, depressão por perda de cálcio ou tecido cartilaginoso permanente. Em prova, a banca costuma cobrar o nome da estrutura e a ideia de processo biológico de consolidação. Então, se apareceu “osso se recompondo”, pense imediatamente em reparo e calo ósseo.