Paciente de 70 anos apresenta massa pulmonar de 3,5cm no lobo inferior direito associada à linfadenomegalia mediastinal na cadeia infracarinal (cadeia 7). PET-CT confirma hipermetabolismo na massa pulmonar e no linfonodo infracarinal, sem mais alterações. Em relação ao estadiamento linfonodal (estágio clínico), estágio clínico da neoplasia de pulmão e método de investigação invasiva do mediastino indicado, assinale a opção correta.
- A)N3, IIIB, mediastinoscopia.
Errada: cadeia 7 é linfonodo mediastinal, portanto N2, e não N3; além disso, a combinação T2aN2M0 leva a IIIA, não IIIB.
- B)N2, IIA, ecobroncoscopia (EBUS).
Errada: o linfonodo subcarinal não é N1, e a doença com N2 e tumor de 3,5 cm não corresponde a IIA; o EBUS seria adequado, mas o estadiamento está errado.
- C)N1, IIIA, ecoendoscopia (EUS).
Errada: N1 não serve para cadeia 7, que é mediastinal; além disso, EUS pode avaliar algumas estações mediastinais, mas a classificação nodal e o estágio clínico estão incorretos.
- D)N2, IC, mediastinoscopia.
Errada: N2 está certo, mas 3,5 cm não é estágio IC e, para estadiamento invasivo do mediastino, a mediastinoscopia não é a melhor resposta aqui frente a uma estação 7 acessível ao EBUS.
- E)N2, IIIA, ecobroncoscopia (EBUS).
Certa: linfonodo subcarinal corresponde a N2, o tumor de 3,5 cm é T2a, sem metástases fica M0 e o estágio clínico é IIIA; o EBUS é o método invasivo indicado para confirmar a cadeia 7.
Gabarito: E
Aqui a chave é separar três coisas: o tamanho do tumor, o linfonodo atingido e o melhor jeito de biopsiar esse linfonodo. Uma massa pulmonar de 3,5 cm, pela classificação atual, entra como T2a. Como há linfonodo mediastinal subcarinal, cadeia 7, isso é acometimento de mediastino ipsilateral, portanto N2. Sem metástases à distância no PET-CT, o conjunto fica T2aN2M0, que corresponde ao estágio IIIA. O ponto mais cobrado em prova é que cadeia 7 não é N1. N1 pega linfonodos hilares e peribrônquicos; N2 é mediastinal ipsilateral e subcarinal. Então, quando o PET mostra captação na massa e no linfonodo mediastinal, o estadiamento clínico já aponta para N2, mas ainda precisa de confirmação histológica antes de fechar conduta, porque PET ajuda muito, porém não substitui biópsia. Para investigar invasivamente o mediastino, o exame mais indicado aqui é a ecobroncoscopia com agulha guiada por ultrassom, o EBUS-TBNA. Ele acessa muito bem a cadeia 7 e outras estações mediastinais, com boa sensibilidade e menor invasividade do que a mediastinoscopia. Na prática e nas diretrizes de estadiamento mediastinal do câncer de pulmão, o EBUS costuma ser a primeira escolha quando há linfonodo mediastinal acessível por via endobrônquica. Por isso o gabarito é a letra E: N2, estágio IIIA e EBUS. É o combo clássico de prova: linfonodo subcarinal = N2, tumor de 3,5 cm = T2a, sem metástase = M0, e o método invasivo preferido para confirmação é o EBUS.