Em um recém-nascido, a presença de um tufo de pelos sobre a região lombo-sacra é
- A)característica de virilização intrauterina.
Errada: tufo de pelos lombossacral não é sinal típico de virilização intrauterina, mas sim um marcador de possível malformação subjacente.
- B)típica de neoplasia dermatológica congênita.
Errada: não se trata de neoplasia dermatológica congênita, e sim de um estigma cutâneo que pode indicar defeito oculto da coluna ou medula.
- C)indicativa de distúrbio da síntese do colágeno.
Errada: distúrbio da síntese do colágeno daria outras manifestações cutâneas e sistêmicas, não esse achado clássico na linha média lombossacra.
- D)considerada uma variante da mancha mongólica.
Errada: mancha mongólica é uma lesão pigmentada azulada, geralmente em região sacral, e não um tufo de pelos.
- E)sugestiva de uma anormalidade anatômica subjacente.
Certa: tufo de pelos na região lombo-sacra é um sinal cutâneo de alerta para anormalidade anatômica subjacente, como disrafismo espinhal oculto.
Gabarito: E
O tufo de pelos na região lombo-sacra do recém-nascido não é um achado “fofinho” ou apenas cosmético. Em pediatria e neonatologia, ele acende uma luz de alerta porque pode ser um marcador cutâneo de disrafismo espinhal oculto, isto é, de uma anormalidade na formação da coluna e/ou da medula abaixo da pele. Na prática, lesões da linha média lombossacra, como tufo de pelos, hemangioma, fossa ou lipoma, podem estar associadas a defeitos subjacentes como espinha bífida oculta, medula presa e outras malformações. Por isso, o bebê deve ser avaliado com cuidado, muitas vezes com imagem conforme a idade e o contexto clínico. A lógica da questão é justamente essa: o sinal cutâneo não é o problema em si, mas a pista de que pode haver algo mais profundo por baixo. Em prova, quando aparece “região lombo-sacra” e um marcador cutâneo exuberante, pense em anormalidade anatômica subjacente, e não em variação benigna da pele. Então, o gabarito E está correto porque o tufo de pelos lombo-sacral é um estigma cutâneo de possível disrafismo espinhal oculto, exigindo investigação clínica e, se indicado, radiológica. É aquele tipo de achado que parece pequeno, mas no prontuário pode valer ouro.