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Medicina · FGV · 2022

Questão comentada de Medicina

Uma magistrada de 57 anos apresenta úlcera duodenal de 2,0 centímetros. O estudo histopatológico foi negativo para atrofia gástrica, mas revelou a presença do Helicobacter pylori (HP). Após adequado tratamento farmacológico, o controle de cura do HP deverá ser realizado. O(s) método(s) não invasivo(s) atualmente privilegiado(s) é (são):

Gabarito: D

Depois do tratamento do Helicobacter pylori, o que se quer é confirmar a erradicação, e não apenas presumir que deu certo porque a úlcera melhorou. Para esse controle de cura, os métodos preferidos hoje são os testes não invasivos que detectam infecção ativa: o teste respiratório com ureia marcada com carbono 13 e a pesquisa do antígeno fecal nas fezes. Eles são práticos, têm boa acurácia e evitam repetir endoscopia sem necessidade. Já os testes sorológicos (IgG/IgA) não servem bem para controle de cura, porque os anticorpos podem permanecer positivos por muito tempo, mesmo após a bactéria ter sido eliminada. Em outras palavras, o exame pode continuar “reclamando” quando a bactéria já foi embora. O teste de urease e a biópsia gástrica são úteis no diagnóstico, mas não são os métodos privilegiados para o seguimento pós-tratamento. Por isso, a alternativa correta é a D. A lógica é simples: para verificar se o HP sumiu, você procura infecção ativa, e isso é feito principalmente com teste respiratório com carbono 13 e antígeno fecal. Esse é o padrão mais aceito na prática atual e também em diretrizes gastroenterológicas, reservando a endoscopia para situações específicas, não para controle de cura de rotina.

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