Uma magistrada de 57 anos apresenta úlcera duodenal de 2,0 centímetros. O estudo histopatológico foi negativo para atrofia gástrica, mas revelou a presença do Helicobacter pylori (HP). Após adequado tratamento farmacológico, o controle de cura do HP deverá ser realizado. O(s) método(s) não invasivo(s) atualmente privilegiado(s) é (são):
- A)teste de urease isoladamente.
Errada: teste de urease isolado não é método não invasivo e não é o preferido para controle de cura.
- B)teste sorológico – anti-HP IgG/IgA isoladamente.
Errada: a sorologia pode continuar positiva por muito tempo após a erradicação, então não serve para confirmar cura.
- C)teste de urease e teste sorológico – anti-HP IgG e IgA.
Errada: juntar urease com sorologia não resolve o problema, porque ambos têm limitações para demonstrar erradicação.
- D)teste respiratório com carbono13 ureia e pesquisa do antígeno fecal HP.
Certa: o teste respiratório com ureia 13C e a pesquisa de antígeno fecal são os métodos não invasivos preferidos para controle de cura do HP.
- E)endoscopia digestiva alta com biópsia gástrica seriada.
Errada: endoscopia com biópsias é invasiva e não é o método de escolha para confirmar erradicação de rotina.
Gabarito: D
Depois do tratamento do Helicobacter pylori, o que se quer é confirmar a erradicação, e não apenas presumir que deu certo porque a úlcera melhorou. Para esse controle de cura, os métodos preferidos hoje são os testes não invasivos que detectam infecção ativa: o teste respiratório com ureia marcada com carbono 13 e a pesquisa do antígeno fecal nas fezes. Eles são práticos, têm boa acurácia e evitam repetir endoscopia sem necessidade. Já os testes sorológicos (IgG/IgA) não servem bem para controle de cura, porque os anticorpos podem permanecer positivos por muito tempo, mesmo após a bactéria ter sido eliminada. Em outras palavras, o exame pode continuar “reclamando” quando a bactéria já foi embora. O teste de urease e a biópsia gástrica são úteis no diagnóstico, mas não são os métodos privilegiados para o seguimento pós-tratamento. Por isso, a alternativa correta é a D. A lógica é simples: para verificar se o HP sumiu, você procura infecção ativa, e isso é feito principalmente com teste respiratório com carbono 13 e antígeno fecal. Esse é o padrão mais aceito na prática atual e também em diretrizes gastroenterológicas, reservando a endoscopia para situações específicas, não para controle de cura de rotina.