Algumas medidas são empregadas para avaliar a eficiência de um sistema de vigilância epidemiológica. Dentre elas, aquela que mensura a proporção dos casos identificados pelo sistema que de fato o são e que aumenta com a especificidade do critério utilizado para definição de caso e com a prevalência da doença, denomina-se
- A)sensibilidade.
Errada: sensibilidade mede a capacidade de detectar os casos verdadeiros existentes, e não a proporção dos identificados que realmente são casos.
- B)utilidade.
Errada: utilidade é um conceito amplo de valor prático do sistema, mas não nomeia essa medida específica descrita no enunciado.
- C)valor preditivo positivo.
Certa: valor preditivo positivo é a proporção dos casos classificados pelo sistema que realmente correspondem a casos verdadeiros.
- D)representatividade.
Errada: representatividade diz o quanto os dados refletem fielmente a distribuição da doença na população, e não a confirmação dos casos detectados.
- E)oportunidade.
Errada: oportunidade (ou tempestividade) mede rapidez e pontualidade da informação, não a veracidade dos casos identificados.
Gabarito: C
Em vigilância epidemiológica, avaliar a qualidade do sistema é quase uma auditoria da vida real: ele encontra os casos certos, na hora certa e com o menor ruído possível. Entre os indicadores clássicos estão sensibilidade, valor preditivo positivo, representatividade e oportunidade. Cada um olha para um pedaço diferente do desempenho do sistema, então vale não confundir os nomes, porque a banca adora essa troca de etiquetas. A questão descreve a medida que mostra a proporção dos casos identificados pelo sistema que realmente são casos de fato. Em outras palavras: entre tudo o que o sistema chamou de caso, quantos eram verdadeiros? Isso é o valor preditivo positivo, que depende da especificidade do critério de definição de caso e também da prevalência da doença. Quando o critério é mais específico, sobra menos falso-positivo, e quando a doença é mais frequente, a chance de um caso notificado ser verdadeiro aumenta. Já a sensibilidade olha para o outro lado: dos casos que realmente existem, quantos o sistema conseguiu captar. Ou seja, sensibilidade é a capacidade de não deixar doente passar batido. Não confunda com o valor preditivo positivo, que pergunta se o que foi detectado é mesmo real. Em termos doutrinários de vigilância em saúde, esses indicadores são usados para medir a qualidade do sistema, especialmente a capacidade de detectar casos e produzir informação confiável para ação. Por isso, o gabarito é a letra C: valor preditivo positivo.