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Medicina · FGV · 2022

Questão comentada de Medicina

Algumas medidas são empregadas para avaliar a eficiência de um sistema de vigilância epidemiológica. Dentre elas, aquela que mensura a proporção dos casos identificados pelo sistema que de fato o são e que aumenta com a especificidade do critério utilizado para definição de caso e com a prevalência da doença, denomina-se

Gabarito: C

Em vigilância epidemiológica, avaliar a qualidade do sistema é quase uma auditoria da vida real: ele encontra os casos certos, na hora certa e com o menor ruído possível. Entre os indicadores clássicos estão sensibilidade, valor preditivo positivo, representatividade e oportunidade. Cada um olha para um pedaço diferente do desempenho do sistema, então vale não confundir os nomes, porque a banca adora essa troca de etiquetas. A questão descreve a medida que mostra a proporção dos casos identificados pelo sistema que realmente são casos de fato. Em outras palavras: entre tudo o que o sistema chamou de caso, quantos eram verdadeiros? Isso é o valor preditivo positivo, que depende da especificidade do critério de definição de caso e também da prevalência da doença. Quando o critério é mais específico, sobra menos falso-positivo, e quando a doença é mais frequente, a chance de um caso notificado ser verdadeiro aumenta. Já a sensibilidade olha para o outro lado: dos casos que realmente existem, quantos o sistema conseguiu captar. Ou seja, sensibilidade é a capacidade de não deixar doente passar batido. Não confunda com o valor preditivo positivo, que pergunta se o que foi detectado é mesmo real. Em termos doutrinários de vigilância em saúde, esses indicadores são usados para medir a qualidade do sistema, especialmente a capacidade de detectar casos e produzir informação confiável para ação. Por isso, o gabarito é a letra C: valor preditivo positivo.

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