O diagnóstico laboratorial específico na fase crônica da infecção pelo vírus da chikungunya é feito por meio de
- A)sorologia.
Correta: na fase crônica, o diagnóstico específico é feito por sorologia, com pesquisa de anticorpos contra o vírus.
- B)isolamento viral.
Errada: isolamento viral é método de fase aguda, quando há viremia, e não costuma ser útil na fase crônica.
- C)inibição da hemaglutinação.
Errada: inibição da hemaglutinação não é o teste de escolha para chikungunya crônica e não é usada rotineiramente nesse contexto.
- D)estudo anatomopatológico seguido de pesquisa de antígenos virais por imuno-histoquímica.
Errada: estudo anatomopatológico com imuno-histoquímica não é a forma padrão de diagnóstico laboratorial específico da fase crônica.
- E)pesquisa de genoma do vírus da chikungunya por reação em cadeia da polimerase via transcriptase reversa (RT-PCR).
Errada: RT-PCR detecta genoma viral e é mais útil na fase aguda, durante a viremia, não na fase crônica.
Gabarito: A
Na chikungunya, o tipo de exame muda conforme a fase da doença. No começo, quando o vírus ainda circula no sangue, o diagnóstico pode ser feito por detecção direta do material viral, como RT-PCR, ou até por isolamento viral em situações específicas. Mas isso vale para a fase aguda, não para a fase crônica. Na fase crônica, o vírus já costuma ter saído da corrente sanguínea, então o raciocínio do exame muda: o que fica mais útil é a sorologia, com pesquisa de anticorpos, especialmente IgG e, em alguns contextos, IgM persistente ou testes pareados. É o clássico da infectologia: quando o agente some, o corpo ainda deixa pistas. Por isso, a alternativa correta é a A. Em provas, a banca gosta de cobrar essa virada temporal: RT-PCR e isolamento viral servem para diagnóstico precoce, enquanto a sorologia ganha espaço depois. Não há necessidade de anatomopatológico nem de técnicas como inibição de hemaglutinação para fechar esse diagnóstico de rotina.