A seguinte substância pode ser empregada para o cálculo da Taxa de Filtração Glomerular estimada (eGFR):
- A)cistatina C.
Correta, porque a cistatina C pode ser usada em fórmulas para estimar a taxa de filtração glomerular.
- B)ácido para-aminohipúrico.
Incorreta, porque o ácido para-aminohipúrico é usado para avaliar o fluxo plasmático renal efetivo, não o eGFR.
- C)cisteína.
Incorreta, porque cisteína não é marcador padronizado para estimar a filtração glomerular.
- D)glicina.
Incorreta, porque glicina não é utilizada para cálculo de eGFR.
- E)biotina.
Incorreta, porque biotina não tem papel na estimativa da taxa de filtração glomerular.
Gabarito: A
A taxa de filtração glomerular estimada, ou eGFR, é um jeito indireto de avaliar como os rins estão filtrando o sangue. Na prática, você não mede a filtração diretamente o tempo todo, então a medicina usa marcadores que se comportam de forma útil no corpo. O mais clássico é a creatinina, mas a cistatina C também pode ser usada para estimar a função renal, principalmente quando se quer uma medida menos influenciada por massa muscular. A lógica é simples: se o rim filtra pior, certas substâncias ficam mais tempo circulando. A cistatina C é uma proteína produzida de forma relativamente constante pelas células nucleadas e é livremente filtrada pelo glomérulo, o que a torna um bom marcador para cálculo do eGFR em várias fórmulas. Por isso, ela aparece em provas como uma alternativa moderna à creatinina. O ácido para-aminohipúrico, por sua vez, é usado para medir fluxo plasmático renal efetivo, não eGFR. Já cisteína, glicina e biotina não são marcadores usuais para estimativa da filtração glomerular. Em resumo: a banca quer saber se você reconhece a cistatina C como marcador renal, e não cair no papo de substância com nome bonito. Como não há fundamento legal ou jurisprudencial envolvido, aqui o que manda é a fisiologia renal e a prática laboratorial.