A localização mais comum das hemorragias intracranianas em prematuros, em geral, é
- A)epidural.
Errada, porque hemorragia epidural é mais associada a trauma e não é a localização típica no prematuro.
- B)subdural.
Errada, porque hemorragia subdural também costuma estar ligada a trauma e parto difícil, não sendo a mais comum nos prematuros.
- C)no caput succedaneum.
Errada, porque caput succedaneum é edema do couro cabeludo, não hemorragia intracraniana.
- D)na aponeurose gálea.
Errada, porque a aponeurose gálea é um plano do couro cabeludo relacionado a hemorragia subgaleal, e não à hemorragia intracraniana típica do prematuro.
- E)na matriz germinativa subependimária entre o tálamo e o núcleo caudado.
Certa, porque a matriz germinativa subependimária, entre o tálamo e o núcleo caudado, é o local mais comum de hemorragia intracraniana nos prematuros.
Gabarito: E
Nas hemorragias intracranianas do prematuro, o ponto clássico de origem é a matriz germinativa, uma região muito vascularizada e fragilizada pela imaturidade cerebral. Pense nela como um "território delicado" do cérebro do recém-nascido, onde os vasos rompem com mais facilidade, especialmente em situações de hipóxia, variações de fluxo e instabilidade hemodinâmica. Por isso, em prematuros, a hemorragia mais comum não é a epidural nem a subdural, que costumam aparecer em outros contextos, como trauma. A matriz germinativa fica na região subependimária, próxima ao ventrículo lateral, entre o tálamo e o núcleo caudado. Essa localização explica por que a questão cobra exatamente esse detalhe anatômico: é o local mais típico de hemorragia intracraniana no prematuro. Em termos de prova, esse é o clássico das hemorragias peri/intraventriculares do recém-nascido prematuro. A FGV gosta de detalhes anatômicos bem precisos, então vale fixar: prematuro + hemorragia intracraniana = matriz germinativa subependimária. Esse conhecimento é doutrinário e clássico em neonatologia e neurologia pediátrica, não dependente de lei ou jurisprudência.