Para o tratamento do status epilético, o medicamento inicial a ser utilizado é:
- A)fenitoína;
Fenitoína não é a primeira medida no status epilético, pois age mais lentamente que as benzodiazepinas e costuma ser usada após o controle inicial.
- B)diazepam;
Correta: o diazepam é uma benzodiazepina de ação rápida e é usado inicialmente para interromper a crise no status epilético.
- C)primidona;
Primidona não é droga de escolha no manejo agudo do status epilético e não serve como tratamento inicial.
- D)carbamazepina;
Carbamazepina não é indicada para abortar crise convulsiva aguda e não faz parte da abordagem inicial do status epilético.
- E)valproato sódico.
Valproato sódico pode ter papel em alguns protocolos como opção posterior, mas não é o medicamento inicial clássico para interromper a crise.
Gabarito: B
O status epilético é uma emergência neurológica: a crise não para, o cérebro entra em “modo incêndio” e o tempo vira inimigo. Nessa hora, a conduta inicial é estabilizar via aérea, ventilação, glicemia e, em seguida, usar uma benzodiazepina por via intravenosa para quebrar a crise rapidamente. Por isso, o fármaco inicial clássico é o diazepam. Ele age rápido, potencializando o GABA, e consegue interromper a atividade convulsiva aguda antes que haja lesão neuronal e complicações sistêmicas. Na prática, a lógica é simples: primeiro você corta a crise, depois pensa em drogas de manutenção. Os anticonvulsivantes como fenitoína, valproato e outros entram como segunda etapa ou como manutenção, especialmente para evitar recorrência após o controle inicial. A fenitoína é muito lembrada, mas não é a primeira escolha para “apagar o incêndio” do status epilético, porque seu efeito não é tão imediato quanto o das benzodiazepinas. Então, o gabarito B está correto porque o tratamento inicial do status epilético é uma benzodiazepina, sendo o diazepam uma opção clássica e tradicional de prova. Se cair na FGV, pense assim: crise convulsiva ativa pede droga de ação rápida primeiro; depois, um antiepiléptico de manutenção.