A manifestação cardiovascular mais frequente na doença de Graves é:
- A)fibrilação atrial;
Errada, porque fibrilação atrial pode ocorrer no hipertireoidismo, mas é menos frequente que a taquicardia sinusal.
- B)taquicardia sinusal;
Certa, porque a doença de Graves costuma causar aumento da frequência cardíaca como manifestação cardiovascular mais comum.
- C)bloqueio atrioventricular;
Errada, pois bloqueio atrioventricular não é a alteração típica do hipertireoidismo por Graves.
- D)síndrome de restrição diastólica;
Errada, porque síndrome de restrição diastólica não é a apresentação cardiovascular clássica da doença de Graves.
- E)insuficiência cardíaca com baixo débito.
Errada, já que o hipertireoidismo geralmente aumenta o débito cardíaco e não se manifesta tipicamente com insuficiência cardíaca de baixo débito.
Gabarito: B
Na doença de Graves, o excesso de hormônio tireoidiano acelera o metabolismo e deixa o coração em modo “turbo”. O resultado mais comum é aumento da frequência cardíaca, geralmente como taquicardia sinusal, que pode aparecer desde o início e até ser a pista clínica mais evidente do hipertireoidismo. É aquele coração que bate rápido sem motivo aparente, mesmo em repouso. Isso acontece porque os hormônios tireoidianos aumentam a sensibilidade às catecolaminas e reduzem a resistência vascular periférica, elevando o débito cardíaco. O corpo tenta compensar o estado hipermetabólico com mais fluxo e mais batimentos, então o achado cardiovascular mais frequente é a taquicardia sinusal, não uma arritmia mais grave. A fibrilação atrial pode ocorrer, especialmente em idosos e em casos mais prolongados, mas não é a manifestação mais frequente. Bloqueio atrioventricular, síndrome de restrição diastólica e insuficiência cardíaca de baixo débito não são o padrão típico do Graves. Na prática de prova, pense: hipertireoidismo costuma dar taquicardia sinusal primeiro, e depois, se complicar, outras alterações podem aparecer.