Um trabalhador foi admitido no serviço de emergência por apresentar um quadro compatível com ataque transitório isquêmico. Os sintomas persistiram por 2 horas. À admissão: • Pressão arterial: 160 mm Hg x 80 mm Hg • Frequência cardíaca 82 bpm • Frequência respiratória 21 irm • Temperatura axilar: 37,5 0 • Saturação: 96 % Em relação ao escore ABCD 2 o resultado é
- A)de 1 ponto.
Errada, porque os dados apresentados não permitem afirmar um total tão baixo com segurança.
- B)de 5 pontos.
Errada, pois o escore não pode ser fechado sem informações essenciais como idade e diabetes.
- C)de 7 pontos.
Errada, já que a soma exata depende de dados que não foram informados no enunciado.
- D)de 10 pontos.
Errada, porque seria necessário completar todos os critérios do ABCD2 para chegar a essa pontuação.
- E)inconclusivo, faltam dados para concluir a estratificação.
Certa, pois faltam dados fundamentais para calcular o escore ABCD2 de forma completa.
Gabarito: E
O escore ABCD2 serve para estimar o risco precoce de AVC depois de um ataque isquêmico transitório. Ele soma 5 itens: idade com 60 anos ou mais, pressão arterial igual ou acima de 140/90 mm Hg, achado clínico (fraqueza unilateral ou alteração da fala), duração dos sintomas e presença de diabetes. Cada parte vale uma pontuação própria, então sem todos os dados você não fecha o cálculo direitinho. No caso da questão, você até tem alguns elementos: a pressão arterial está elevada e a duração dos sintomas foi de 2 horas, o que já daria pontos no escore. Só que faltam informações decisivas, principalmente a idade e a presença de diabetes, além de não haver descrição clara do déficit clínico típico do item "C". Sem isso, não dá para afirmar um total confiável. Por isso o gabarito é a alternativa E: inconclusivo, faltam dados para concluir a estratificação. Em prova, quando a banca quer o ABCD2, ela costuma exigir o quadro completo para você somar os pontos sem chute. Aqui, o raciocínio correto é reconhecer que a conta não está fechada. Resumo de bolso: ABCD2 não é loteria, é checklist. Se faltou um item fundamental, você não inventa ponto nem faz conta pela metade. Na prática clínica e na prova, isso evita superestimar ou subestimar o risco do paciente.