Paciente de 50 anos, sexo masculino, grande tabagista, apresenta quadro de dispneia aos esforços, evolução de longa data. Tomografia de tórax revela múltiplos cistos pulmonares com paredes irregulares. O diagnóstico mais provável é
- A)Fibrose cística.
Errada, porque a fibrose cística costuma ser doença de início precoce, com quadro clínico muito diferente do de um tabagista de 50 anos.
- B)Pneumonia por Pneumocystii jiroveci.
Errada, porque Pneumocystis jirovecii pode causar cistos/pneumatoceles, mas tipicamente em contexto de imunossupressão e infecção oportunista, não pelo perfil descrito.
- C)Histiocitose de Células de Langerhans.
Certa, pois a histiocitose de células de Langerhans é fortemente associada ao tabagismo e pode cursar com cistos pulmonares de paredes irregulares na tomografia.
- D)Pneumatocele.
Errada, porque pneumatocele é uma cavidade geralmente transitória, mais ligada a infecção, trauma ou ventilação mecânica, e não ao padrão crônico do caso.
- E)Síndrome de Mounier Kuhn.
Errada, porque a síndrome de Mounier-Kuhn causa traqueobroncomegalia, e não múltiplos cistos pulmonares de paredes irregulares.
Gabarito: C
Em paciente adulto, grande tabagista, com dispneia progressiva e tomografia mostrando múltiplos cistos pulmonares de paredes irregulares, o diagnóstico que mais sobe no carrinho é a histiocitose de células de Langerhans. Essa doença tem forte associação com tabagismo e costuma afetar adultos jovens ou de meia-idade, causando nódulos e cistos de formatos e paredes irregulares, muitas vezes com predomínio em campos superiores. Ou seja, o pulmão fica com um desenho bem característico, que não parece um cisto liso e uniforme de outras causas. A fisiopatologia envolve inflamação e infiltração por células de Langerhans, com destruição do parênquima e formação dos cistos. Não há aqui um fundamento legal, mas sim o padrão clássico radiológico e epidemiológico que a banca costuma cobrar.