O esquema básico para o tratamento da tuberculose de adultos é composto por: rifampicina; isoniazida; pirazinamida e etambutol. Em relação aos efeitos adversos de menor gravidade e seus manejos clínicos assinale a afirmativa correta.
- A)Rifampicina associa-se a suor/urina de cor avermelhada. Conduta: interromper a droga e reintroduzi-la gradualmente.
Errada, porque a coloração avermelhada de urina/suor pela rifampicina é esperada e não indica suspensão da droga nem reintrodução gradual.
- B)Rifampicina e isoniazida associam-se a prurido cutâneo e exantema leve. Conduta: prescrição de corticosteroide.
Errada, porque prurido leve e exantema discreto costumam ter conduta conservadora, e corticoide não é a medida padrão de rotina.
- C)Isoniazida e pirazinamida associam-se a dor articular. Conduta: prescrição de analgésicos ou anti-inflamatório não hormonais.
Certa, porque a dor articular relacionada ao esquema pode ser manejada com analgésicos ou anti-inflamatórios não hormonais, sem necessidade de interromper o tratamento em casos leves.
- D)Isoniazida e etambutol associam-se a neuropatia periférica. Conduta: prescrição de vitamina B12.
Errada, porque a neuropatia periférica da isoniazida é prevenida e tratada com vitamina B6 (piridoxina), não vitamina B12.
- E)Pirazinamida e rifampicina associam-se a hiperuricemia. Conduta: dieta hipopurínica e prescrição de colchicina.
Errada, porque a hiperuricemia pode ocorrer com pirazinamida e rifampicina, mas a conduta não é dieta hipopurínica e colchicina de rotina em efeitos leves.
Gabarito: C
No tratamento da tuberculose, os remédios clássicos do esquema básico - rifampicina, isoniazida, pirazinamida e etambutol - podem causar efeitos adversos que, muitas vezes, não exigem suspensão imediata. A ideia da prova aqui é saber qual reação costuma ser manejada de forma simples, sem drama desnecessário. A dor articular é um efeito bem conhecido da pirazinamida, e também pode aparecer com outras drogas do esquema. Como é um efeito de menor gravidade, a conduta costuma ser sintomática, com analgésicos ou anti-inflamatórios não hormonais, quando necessário. Ou seja, nada de “pânico farmacológico”. As outras alternativas misturam efeitos adversos reais com condutas erradas. Por exemplo, a rifampicina pode deixar urina, suor e lágrimas avermelhados, o que assusta mas é esperado. Já neuropatia periférica é mais associada à isoniazida, e sua prevenção/tratamento é com piridoxina (vitamina B6), não vitamina B12. E prurido leve ou exantema discreto geralmente pedem avaliação e observação, não corticoide de rotina. Portanto, o gabarito é a letra C porque a associação entre isoniazida/pirazinamida e dor articular com manejo por analgésicos ou AINEs está correta. Em prova, lembre-se: efeitos leves do esquema podem ser tratados de forma conservadora, reservando a suspensão da droga para reações mais importantes.