O crime conhecido como “boa noite, Cinderela” é cada vez mais praticado para abuso sexual e subtração de pertences das vítimas. As substâncias comumente utilizadas nesse golpe são as seguintes, exceto uma. Assinale-a.
- A)barbitúricos.
Correta como exemplo de substância depressora do SNC que pode ser usada para sedação e facilitar o golpe.
- B)benzodiazepínicos.
Correta como exemplo clássico, pois pode causar sedação e amnésia anterógrada.
- C)GHB.
Correta, porque o GHB é um dos agentes mais associados a esse tipo de prática criminosa.
- D)ketamina.
Correta, já que a ketamina pode induzir sedação, dissociação e confusão mental.
- E)propofol.
Errada, porque o propofol é um anestésico intravenoso hospitalar e não é o agente comumente lembrado como usado no golpe.
Gabarito: E
O chamado “boa noite, Cinderela” é um golpe em que a vítima recebe uma substância sedativa, geralmente misturada em bebida, para ficar sonolenta, confusa ou apagada, facilitando abuso sexual e roubo. Na prática, os agentes mais lembrados em provas são aqueles com efeito depressor do SNC e início relativamente rápido, como benzodiazepínicos, barbitúricos, GHB e ketamina. A ideia central é simples: quanto mais sedação, amnésia e menor capacidade de reação, maior a vulnerabilidade da vítima. Os benzodiazepínicos aparecem muito porque podem causar sonolência e amnésia anterógrada. Os barbitúricos também entram na lista por deprimirem fortemente o sistema nervoso central, embora hoje sejam menos usados fora de contextos específicos. O GHB ficou famoso justamente por esse uso criminoso, por induzir sedação, euforia paradoxal em alguns casos e depois rebaixamento do nível de consciência. A ketamina também é lembrada porque pode provocar dissociação, sedação e amnésia, além de confusão mental. A pegadinha da questão está em perceber que nem toda droga anestésica famosa é “clássica” nesse tipo de crime. O propofol é um anestésico intravenoso de uso hospitalar, com administração parenteral e necessidade de monitorização, o que o torna muito menos típico como agente de golpe em ambiente social. Em questões objetivas, a banca costuma separar o que é “plausível” do que é realmente “comumente utilizado”. Portanto, o gabarito é a letra E, porque o propofol não figura entre as substâncias comumente empregadas no “boa noite, Cinderela” nas classificações cobradas em prova. A lógica farmacológica aqui é a sedação de ação rápida, mas, no contexto criminológico descrito, ele não é o exemplo clássico cobrado pela banca.