As hiperlipidemias apresentam causas primárias e secundárias. Dentre as causas secundárias destacam-se: estilo de vida inadequado e o uso de medicamentos. Os diuréticos e os beta bloqueadores caracteristicamente determinam
- A)a elevação do colesterol da lipoproteína de alta densidade (HDL-c) e elevação dos triglicerídeos.
Errada, porque esses fármacos não costumam elevar o HDL-c; o padrão clássico é o oposto, com redução do HDL e aumento dos triglicerídeos.
- B)a diminuição do colesterol da lipoproteína de alta densidade (HDL-c) e diminuição dos triglicerídeos.
Errada, porque diuréticos e beta bloqueadores não determinam diminuição dos triglicerídeos de forma típica; ao contrário, eles tendem a aumentá-los.
- C)a diminuição do colesterol total e diminuição dos triglicerídeos.
Errada, porque não é esperado que essas medicações reduzam colesterol total e triglicerídeos como efeito característico.
- D)a elevação do colesterol total e do colesterol da lipoproteína de alta densidade (HDL-c).
Errada, porque a elevação do HDL-c não é o efeito clássico de diuréticos e beta bloqueadores, e o perfil lipídico pode até piorar.
- E)a diminuição do colesterol da lipoproteína de alta densidade (HDL-c) e elevação dos triglicerídeos.
Certa, porque diuréticos e beta bloqueadores podem reduzir o HDL-c e elevar os triglicerídeos.
Gabarito: E
As hiperlipidemias secundárias podem aparecer por estilo de vida, doenças e também por remédios. Aqui a banca foi direta: alguns fármacos mexem no perfil lipídico de um jeito bem característico, e isso cai bastante em prova. Entre eles, os diuréticos tiazídicos e os beta bloqueadores podem piorar o metabolismo das gorduras, reduzindo o HDL-c e aumentando os triglicerídeos. Isso não é exatamente o efeito que o paciente quer ouvir quando recebe a receita, mas é um efeito clássico cobrado em concursos. O HDL-c é o chamado colesterol "bom", porque participa do transporte reverso do colesterol. Quando ele cai, o perfil cardiovascular tende a piorar. Já os triglicerídeos sobem com mais facilidade em situações de resistência metabólica e também com certas medicações, como algumas classes anti-hipertensivas. Em prova, vale lembrar o padrão: beta bloqueadores e diuréticos, especialmente os tiazídicos, podem alterar o lipidograma de forma desfavorável. Por isso, o gabarito é a alternativa E. Ela descreve exatamente o padrão esperado: diminuição do HDL-c e elevação dos triglicerídeos. A questão não exige decorar todos os mecanismos, mas sim reconhecer esse efeito adverso clássico das medicações usadas na prática clínica. Resumo de prova: se a alternativa falar em piora do HDL e aumento de triglicerídeos após diuréticos ou beta bloqueadores, acenda o alerta. É o tipo de detalhe que a FGV adora cobrar com cara de pegadinha simples.