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Medicina · FGV · 2022

Questão comentada de Medicina

Segundo o Plano de Ações Estratégicas para o Enfrentamento das Doenças Crônicas e Agravos não Transmissíveis no Brasil 2021- 2030 do Ministério da Saúde, a vacina contra o papilomavírus humano 6, 11, 16 e 18 (recombinante) – HPV quadrivalente – foi inserida no Calendário Nacional de Vacinação para reforçar as ações de prevenção do câncer de

Gabarito: B

A vacina quadrivalente contra o HPV (tipos 6, 11, 16 e 18) é uma ferramenta importante de prevenção, porque protege contra os tipos virais mais ligados a lesões precursoras e ao câncer do colo do útero. No SUS, ela foi incorporada ao Calendário Nacional de Vacinação justamente para reforçar essa estratégia de prevenção em saúde pública. Aqui vale lembrar um ponto clássico: o HPV não se relaciona apenas com o câncer em si, mas com a cadeia que começa na infecção persistente, passa pelas lesões intraepiteliais e pode evoluir para neoplasia. Entre os tipos cobertos pela vacina quadrivalente, os tipos 16 e 18 são os grandes vilões oncogênicos. Já os tipos 6 e 11 entram na proteção contra verrugas anogenitais. Por isso, quando a questão pergunta em qual câncer a inserção da vacina reforça a prevenção, a resposta é o câncer do colo do útero. É a associação mais cobrada em prova e faz todo sentido epidemiológico: prevenir HPV é prevenir lesão cervical, e prevenir lesão cervical é reduzir câncer de colo uterino. Como base normativa, isso se alinha às diretrizes do Ministério da Saúde no Plano de Ações Estratégicas para o Enfrentamento das Doenças Crônicas e Agravos não Transmissíveis no Brasil 2021-2030 e à política de imunização do PNI, que prioriza a prevenção secundária e primária das doenças relacionadas ao HPV.

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