Assinale a opção que apresenta, na espirometria, os critérios para uma prova broncodilatadora positiva.
- A)Qualquer aumento no VEF1.
Errada, porque qualquer aumento no VEF1 não define positividade; é preciso um ganho mínimo absoluto e relativo.
- B)Aumento de 200mL no VEF1 e 12%.
Certa, pois a prova broncodilatadora é positiva quando há aumento de pelo menos 200 mL e 12% no VEF1 ou na CVF.
- C)Aumento de 150mL no VEF1 e 10%.
Errada, porque os valores de 150 mL e 10% ficam abaixo do critério clássico cobrado em espirometria.
- D)Aumento de 100mL no VEF1 e 10%.
Errada, porque 100 mL e 10% não alcançam o ponto de corte aceito para considerar reversibilidade significativa.
- E)Normalização do índice de Tiffeneau para < 70%.
Errada, porque o índice de Tiffeneau é usado para avaliar obstrução, não para definir positividade da prova broncodilatadora.
Gabarito: B
Na espirometria, a prova broncodilatadora serve para ver se a obstrução ao fluxo de ar melhora após o uso do broncodilatador. Isso ajuda muito na investigação de asma e também na avaliação de pacientes com DPOC, porque nem toda melhora significa diagnóstico fechado, mas a resposta ao remédio já dá uma boa pista clínica. O critério clássico de positividade é um aumento do VEF1 ou da CVF de pelo menos 200 mL e 12% em relação ao valor basal, após broncodilatador. Repare que não basta qualquer subida pequena no número: a mudança precisa ser relevante em volume e em percentual, para evitar falso positivo por variação da medida. Por isso, a alternativa B está correta, porque traz exatamente os dois requisitos juntos: 200 mL e 12%. Esse é o padrão cobrado em provas e alinhado às recomendações consagradas de espirometria. As demais opções caem em armadilhas comuns, como exigir só aumento percentual, usar cortes menores demais ou confundir broncodilatador com normalização do índice de Tiffeneau. Aqui, o segredo é lembrar: resposta positiva não é qualquer melhora, é melhora com critério.